Em 27/01/2026, a CSN respondeu ao Ofício nº 12/2026/CVM/SEP/GEA-2 e classificou como especulação as informações sobre potenciais compradores e percentuais de desinvestimento. No segmento de siderurgia, a companhia reiterou que o estágio atual é de avaliação de alternativas/parcerias visando maximizar a geração de caixa no curto prazo; não há assessor financeiro contratado para essa operação específica e, portanto, não há fato relevante adicional. O movimento recoloca o foco no escopo definido no Fato Relevante de 15 de janeiro de 2026 que apresentou o plano de desalavancagem de R$ 15–18 bi, com venda de participação relevante em Infraestrutura e alienação do controle da CSN Cimentos. A administração havia indicado lançamentos imediatos para Infraestrutura e Cimentos, com conclusão até o fim de 2026, enquanto a frente de siderurgia permaneceria em exploração preliminar. Ao rebater a reportagem do dia 26/01, a empresa enfatiza que não existe conclusão que demande comunicação formal e reafirma o compromisso de informar o mercado.
Do ponto de vista de execução, a CSN já demonstrou tração nessa agenda ao reorganizar o ativo ferroviário MRS, reforçando caixa na holding, alinhando incentivos com a CMIN e aumentando a transparência por unidade de negócios. Esse ciclo foi consolidado com a segunda etapa concluída em 31 de dezembro de 2025 na reorganização da MRS sob a CMIN, com reforço de caixa e preservação do acordo de acionistas, criando base para a próxima fase de rotação de ativos (Infraestrutura e Cimentos) e para a avaliação pragmática da siderurgia. Diferentemente do processo ferroviário, que tinha estrutura e governança definidas, uma eventual transação em aço exigirá mapeamento mais amplo de alternativas e contratação de assessores antes de qualquer assinatura — o que explica o tom de cautela no esclarecimento de hoje.







