Na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a CSN concluiu a segunda etapa da reorganização de sua participação na MRS: vendeu à CSN Mineração (CMIN) 6.759.540 ações preferenciais classe B, equivalentes a 2% do capital total, por R$ 599.999.968,20 à vista. Com isso, a CSN passa a deter apenas 25.636.431 ações ordinárias da MRS (13,69% do capital votante) e nenhuma preferencial; essas ações permanecem vinculadas ao Acordo de Acionistas da companhia ferroviária, que será aditado para refletir a nova titularidade. A operação encerra a transação prevista no Fato Relevante de 18 de dezembro, que aprovou a alienação em duas etapas e manteve as ordinárias sob o Acordo de Acionistas.
Estrategicamente, o movimento consolida a lógica de concentrar o ativo ferroviário crítico na unidade que mais utiliza sua capacidade (mineração), alinhando incentivos, destravando contratos de longo prazo e permitindo otimização de capex, sem alterar as regras de acesso a terceiros. Além do reforço de caixa imediato na holding, a migração para a CMIN simplifica a medição de retorno por negócio e reduz fricções operacionais entre carregador e operador. Essa direção dá continuidade ao processo anunciado no início do ciclo, materializando a organização societária planejada e conferindo maior previsibilidade a fluxos e governança. Em sequência, conecta-se ao comunicado de 18 de novembro, quando a CSN sinalizou a potencial venda à CMIN e notificou previamente o CADE, e indica a obtenção das aprovações usuais, implícitas na conclusão desta segunda etapa.
Do ponto de vista operacional, a transferência encerra um capítulo iniciado com a recuperação de volumes e margens na cadeia minério–logística e reforça a busca por captura de sinergias no escoamento. Ao acomodar a participação da MRS sob a CMIN, a CSN tende a monetizar escala com maior eficiência, dar clareza a incentivos comerciais e ampliar a previsibilidade de investimentos, preservando estabilidade decisória via Acordo de Acionistas. Esse encaixe estratégico dialoga com os resultados do 3T25, quando a mineração liderou a virada operacional do grupo e a logística registrou seu maior EBITDA, e reforça a tese de desalavancagem na holding com maior transparência na alocação de capital por unidade de negócios.






