Na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a CSN (CSNA3) anunciou aprovação do Conselho para iniciar, em 2026, um plano de equacionamento da estrutura de capital com venda de ativos visando desalavancar entre R$ 15 bi e R$ 18 bi. Como primeiro passo, a companhia vendeu 11% da MRS para a CMIN por R$ 3,350 bi em 2025. Em projeções pro forma baseadas no 3T25, a alavancagem cairia de 3,14x para 1,83x, com a dívida líquida reduzindo de R$ 37,5 bi para R$ 19,5 bi e economia anual de juros entre ~R$ 1,5 bi e R$ 1,8 bi. O plano de 2026 prevê a venda de participação relevante na Newco CSN Infraestrutura e a alienação de controle da CSN Cimentos, com lançamentos em jan/26 e assinaturas entre 3T e 4T26; advisors financeiros já estão engajados.

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Este movimento consolida a estratégia iniciada na negociação anunciada em 18 de novembro de 2025 com notificação prévia ao CADE. Ao realocar o ativo ferroviário crítico (MRS) para a CMIN, a companhia alinhou incentivos operacionais e abriu espaço para uma agenda de rotação de ativos combinada com disciplina de capital. Agora, o escopo se expande além da logística, abarcando infraestrutura e cimentos, com metas explícitas de alavancagem (~1x), calendários definidos (lançamentos em jan/26; assinaturas entre 3T e 4T26) e advisors já engajados, o que aumenta a previsibilidade de execução e sinaliza foco em segmentos de maior crescimento e sinergias.

O primeiro passo já foi dado com a MRS: a alienação aprovada em 18 de dezembro de 2025 e a primeira etapa concluída por R$ 2,75 bi reforçou o caixa na holding, realinhou a governança do ativo ferroviário e explicitou a lógica de separar métricas de retorno por unidade de negócios. Pro forma ao 3T25, a combinação dessas medidas reduziria a alavancagem de 3,14x para 1,83x, com queda da dívida líquida de R$ 37,5 bi para R$ 19,5 bi e economia anual de juros estimada entre R$ 1,5 bi e R$ 1,8 bi, indicadores coerentes com a meta de alavancagem estrita comunicada.

O ciclo foi completado com a segunda etapa concluída em 31 de dezembro de 2025, com a venda adicional de 2% da MRS à CMIN, encerrando a reorganização ferroviária e criando base para a próxima fase: venda de participação relevante na Newco CSN Infraestrutura e alienação do controle da CSN Cimentos. Em paralelo, a administração projeta dobrar o EBITDA em até oito anos, sustentada por um portfólio mais enxuto e pela expansão da P15 na mineração — com potencial de ~R$ 4 bi/ano de EBITDA —, reforçando a tese de que a desalavancagem, a eficiência na alocação de capital e a priorização de negócios de maior valor e sinergias são pilares da trajetória estratégica em curso.

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Companhia Siderúrgica Nacional - CSNCSNA3