O Banco BMG aprovou aumento de capital privado de até R$ 214,0 milhões, por meio da emissão de 35,9 a 49,2 milhões de ações ao preço de R$ 4,35, com deságio de 12,68% sobre a média dos 10 pregões anteriores, direito de preferência de 30/01 a 02/03 (fator de 8,251258595%) e intenção dos controladores de subscrever R$ 156 milhões. A operação ocorre dentro do capital autorizado e busca fortalecer a Basileia, com Itaú BBA e Araújo Fontes como assessores. Este passo dá sequência ao arranjo societário e de governança construído no fim de 2025, incluindo os ajustes estatutários da AGE de 30/01 que consolidaram o capital autorizado após a homologação do aumento pelo Bacen.

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Na prática, a subscrição com comprometimento dos controladores mitiga risco de execução e sinaliza alinhamento de longo prazo, preservando a estrutura de capital enquanto o banco sustenta crescimento seletivo em consignado, cartões benefício e seguros. Diferentemente de uma captação oportunista, a decisão reforça a solvência para sustentar originação em um ciclo de expansão cautelosa e melhoria de mix. Esse passo conversa com os fundamentos que embasaram 2025: rentabilidade em recuperação, inadimplência cadente e maior previsibilidade do balanço, sintetizados no ROE recorrente de 13,6% no 9M25 e capital homologado que reduziu incertezas de Basileia. Ao fortalecer o índice de capital agora, o BMG cria folga para atravessar eventuais oscilações macro, manter a cadência de originação e preservar retorno sem sacrificar apetite de risco.

Há também um elo com o custo de funding. Em 2025 o banco acelerou a institucionalização das captações e alongou passivos, criando pontos de preço e atraindo investidores institucionais, o que reduziu a dependência de CDBs e estabilizou a margem financeira. Ao entrar em 2026 com capital reforçado, o BMG preserva a capacidade de escolher janelas de mercado, calibrar volumes e negociar prêmios menores conforme a percepção de risco melhora, reforçando a coerência entre Basileia e originação. Essa trajetória já havia se materializado na 7ª emissão de Letras Financeiras a CDI + 1,35% e construção de curva institucional, e o novo aumento de capital tende a aprofundar esse padrão, fechando o triângulo capital–funding–originação com mais resiliência.

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