Nesta terça-feira, 20/01/2026, a Tenda reorganizou sua Diretoria Executiva para acelerar eficiência e sinergias entre as unidades Tenda e Alea. Luis Gustavo S. Martini, antes diretor executivo da Alea, assume a nova Diretoria Executiva de Digital e Marketing da holding; os demais diretores da Alea passam a se reportar diretamente ao CEO, Rodrigo Osmo. A mudança mira três vetores: reforçar marketing em um portfólio com produtos de atributos diferenciados e maior peso da Faixa 3, fortalecer tecnologia e ferramentas digitais (incluindo IA) e acelerar a verticalização da mão de obra na Alea para estabilização operacional. Este movimento consolida a trajetória já explicitada ao mercado, na qual o core rentável sustenta a captura de valor enquanto a Alea passa por ajuste com metas e prazos definidos, como indicado no guidance para 2026 apresentado em 12/12.
Ao centralizar Digital & Marketing na holding, a companhia busca integrar dados, marca e canais para elevar conversão comercial sem perder disciplina de preço — especialmente relevante quando Faixa 3 e produtos com atributos (varanda, lazer, diferenciais de acabamento) ganham espaço no mix. O foco em tecnologia e IA tende a apoiar jornadas de cliente, CRM e decisões de pricing com maior precisão, reforçando a narrativa de escala com produtividade construída ao longo de 2025. Essa diretriz dialoga com a evolução operacional e de mix já compartilhada na estratégia de mix com atributos e produtividade apresentada no Tenda Day 2025, quando a empresa destacou ganhos de eficiência de obra e liderança em Faixa 1 para capturar Faixas 2 e 3 de forma disciplinada.
Na Alea, a maior proximidade do CEO e a aceleração da verticalização buscam reduzir variabilidade de execução, dar previsibilidade de custo e destravar o ramp-up comercial. Em 2025, a divisão mostrou VSO elevada e avanço de landbank, enquanto a Tenda explicitou que a estabilização passa por controle direto de mão de obra e processos industriais. A reorganização de hoje, portanto, é a continuidade da esteira que prevê marcos claros para 2026, incluindo lançamentos relevantes e checkpoints operacionais ao longo do primeiro semestre. Esses pontos foram antecipados na verticalização total da Alea prevista até o 2T26 e pipeline do 1º semestre de 2026 detalhados na prévia do 4T25, o que aumenta a coerência entre desenho organizacional e metas de execução.
Para sustentar essa agenda de digitalização, marketing e verticalização sem pressionar o balanço, a Tenda vem monetizando recebíveis e casando passivos ao lastro, encurtando o ciclo de caixa e diversificando indexadores. Esse arranjo de funding dá previsibilidade a obras e repasses justamente no momento em que a companhia acelera sinergias entre as unidades e eleva a intensidade tecnológica do negócio. É nesse contexto que se insere a securitização de recebíveis via 448ª emissão de CRI liquidada em 26/12, peça que fortalece a execução do plano de negócios e reduz o risco de transição na Alea, mantendo o core como âncora de rentabilidade enquanto a governança acompanha a entrega dos marcos operacionais ao longo de 2026.







