São Paulo, 11 de janeiro de 2026 — Na prévia operacional do 4T25, a Tenda reportou vendas líquidas de R$ 1,104,4 bi, VSO líquida de 22,6% (que teria sido 26,0% sem a concentração de lançamentos no fim de dezembro), 14 empreendimentos lançados somando R$ 1,705,9 bi em VGV e preço médio de lançamento de R$ 238,7 mil por unidade (+8,8% a/a). As vendas brutas atingiram R$ 1,233,0 bi, com preço médio de R$ 224,8 mil por unidade. Em 2025, a companhia cravou recordes de VGV de lançamentos (R$ 5,10 bi) e de vendas líquidas (R$ 4,24 bi), atingindo o guidance de vendas. O banco de terrenos da Tenda avançou para R$ 22,5 bi em VGV (+25,2% a/a), com 64% em permuta, enquanto a Alea registrou VSO de 38%, vendas líquidas de R$ 120,9 mi e landbank de R$ 6,1 bi. No pipeline, o projeto Casapatio Canoas (RS), com ~1.500 unidades e ~R$ 300 mi em VGV, poderá ser lançado e vendido no 1º semestre de 2026.
Este ritmo coroa a estratégia de ganho de produtividade e escala no core, com disciplina de preço e expansão do landbank suportada por permutas. É a continuidade dos ganhos operacionais e aquisições recordes de terrenos apresentados no Tenda Day 2025, quando a companhia evidenciou margens elevadas, maior eficiência de obra e um LTM de aquisições que antecipou o salto do banco de terrenos visto agora. A leitura de hoje reforça a capacidade de capturar preço — o ticket de lançamento subiu 8,8% a/a — sem sacrificar giro: a VSO ficou momentaneamente pressionada pela concentração de lançamentos no fim de dezembro, mas teria alcançado 26% ajustada desse efeito. O mix segue apoiado na liderança na Faixa 1 e na captura disciplinada das Faixas 2 e 3, enquanto a Alea sustenta VSO acima do core e amplia sua participação no landbank para 21,3%, preparando a verticalização total prevista até o 2T26.
Do lado do funding, o fôlego de lançamentos e repasses está sendo sustentado pela transformação de recebíveis em liquidez, como na liquidação da terceira integralização da venda de carteira pró-soluto vinculada à 448ª emissão de CRI da Opea em 26/12. Essas estruturas encurtam o ciclo de caixa, casam passivos a DI/IPCA e dão previsibilidade para obras e repasses, o que ajuda a explicar a consistência do VGV repassado ao longo do ano, apesar do 4T25 abaixo do 3T25 por uma base inflada por cheques estaduais liquidados no trimestre anterior. Com landbank recorde e aquisições equivalentes a quase o dobro dos lançamentos do período, a companhia preserva munição para sustentar ritmo comercial e acelerar projetos como o Casapatio Canoas no primeiro semestre de 2026.
Ao fechar 2025 com recordes e ao afirmar que atingiu o guidance de vendas, a Tenda cria uma ponte direta para as metas do guidance para 2026 apresentado em 12/12, que projeta crescimento no core e uma curva de ajuste ainda em Alea. Como os números divulgados são preliminares e sujeitos à auditoria, a confirmação de margens, geração de caixa e a leitura completa de VSO devem ocorrer na divulgação do 4T25 em março, oferecendo o primeiro teste de recorrência da virada operacional e da capacidade de execução frente ao pipeline anunciado.







