No Tenda Day 2025, a Tenda detalhou uma sequência de ganhos operacionais que explicam a melhora de margens e a robustez de caixa: margem bruta ajustada de 36,4% no 3T25 (rasa de 32,3%), acima da referência do 4T24 (36,2% e 31,6%); recorde de 20 mil apartamentos concretados no ano; aumento de capacidade com 39 jogos de forma (+56% vs. 1T24); eficiência de concretagem em 96% e queda de atrasos de acabamento para 5,6% (vs. 65,2% no pico). No landbank, o LTM registrou aquisições recordes (58 terrenos/37.110 unidades), com mix de pagamento mais leve em caixa (64,5% em permutas). Este desempenho consolida a virada operacional capturada nos resultados recordes do 3T25, quando a margem bruta do core já alcançou 36,4% e a geração de caixa voltou a ser recorrente, sinalizando que a evolução decorre de escala, disciplina de preço e maior uso de permutas.
Do lado financeiro, a companhia reporta fluxo de caixa operacional UDM positivo desde 2T23, atingindo R$ 291 milhões no 3T25, e afirma operar com custos de obra comportados, com ganhos sobre a inflação. A previsibilidade deste ciclo de caixa foi ancorada pela liquidação da 13ª emissão de debêntures/CRI, que diversificou indexadores (DI/IPCA), alongou passivos e encurtou o ciclo de caixa via securitização. Esse arcabouço transforma performance em liquidez para sustentar obras, repasses e um ritmo elevado de lançamentos sem pressionar o balanço, ao mesmo tempo em que dá resiliência para navegar 2026 com orçamento do FGTS em patamar recorde e subsídios estaduais (CCI) em expansão sobre as vendas.
Com o core mais rentável e ROCE UDM de 39,6% (vs. -11,4% no 1T23), o conjunto de KPIs apresentados no Tenda Day dialoga diretamente com o guidance de 2026 apresentado no mesmo evento: EBITDA do core entre R$ 950 milhões e R$ 1,05 bilhão e lucro consolidado entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões, enquanto a Alea ainda atravessa fase de ajuste e consumo de caixa. A combinação de landbank qualificado, aumento do mix de unidades com atributos (piscina, varanda, churrasqueira) e liderança na Faixa 1 (~50% nas regiões de atuação) sustenta a captura de Faixas 2 e 3 com disciplina de preço e capital, coerente com a ambição de margens sustentáveis.
No pilar de posicionamento setorial e regulação, a ênfase em industrialização e off-site — com participação em grupo de trabalho do Ministério das Cidades para desburocratização, GERIC, padronização de legislações, tributação e verticalização — ecoa a participação da companhia na COP 30 em painel sobre construção industrializada para habitação sustentável. É a mesma lógica de abordagem industrial que viabilizou ganhos de produtividade, redução de atrasos e controle de custos de obra, fechando 2025 com 20 mil apartamentos concretados e preparando terreno para um 2026 de escala com margens altas e funding previsível.







