São Paulo — A Azevedo & Travassos (AZEV3, AZEV4) informou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, a renúncia de três membros do Conselho de Administração: Luis Fernando Casari Davantel, Josedir Barreto dos Santos Beisl e Antonio Augusto Guerreiro Aragão de Villar. As cartas foram formalmente apresentadas, e a companhia afirmou que adotará as providências para recompor o colegiado, conforme seu Estatuto Social e a legislação aplicável, mantendo o mercado informado. No comunicado, a A&T agradeceu aos conselheiros pelo período de atuação. O fato relevante é assinado por Bernardo Negredo Mendonça de Araújo, diretor de Relações com Investidores.

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Do ponto de vista de trajetória, o ajuste no board ocorre na sequência de um ciclo de clarificação societária e reforço de governança comunicado nas últimas semanas. Esse movimento ganhou densidade com a redução da participação da Nemesis e recomposição acionária divulgadas em 19 de janeiro de 2026, quando a controladora reafirmou a estabilidade do controle e a ausência de intenção de mudança na estrutura administrativa. Desde então, a administração vem enfatizando previsibilidade, com comunicação recorrente e foco na estabilização do free float e do capital votante, condição importante para decisões de longo prazo e para a execução de projetos de ciclo estendido. Nessa mesma toada, a base ordinária foi reforçada por veículo ligado ao controlador, com parâmetros explícitos para novas aquisições, contribuindo para reduzir ruído e ancorar o processo decisório, conforme o reforço da base pelo ingresso da GBR e intenção de adquirir até 10% do capital votante.

À luz dessa recomposição acionária, a renovação do Conselho tende a funcionar como continuidade institucional: preservar o alinhamento entre governança e execução, especialmente na vertical de concessões. A fase que se inicia demanda acompanhamento de marcos regulatórios, capex faseado e aferição de KPIs operacionais; nesse contexto, um board recompleto dá lastro a decisões de funding, cronograma e prioridades. A própria companhia já transformou a engenharia financeira em avanço tangível no principal ativo de concessões, preparando a virada tarifária e o ciclo de receitas reguladas — trajetória evidenciada pela integralização de R$ 157,3 milhões na Rota Verde via FIP, concluída em dezembro de 2025. A recomposição do colegiado, portanto, tende a consolidar uma governança capaz de acompanhar a execução e manter a comunicação tempestiva com o mercado.

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