Em 22/12/2025, a Azevedo & Travassos informou que em 19/12 concluiu, via FIP Azevedo & Travassos Infraestrutura I, a integralização do capital subscrito na concessão Rota Verde Goiás, somando R$ 157.357.356. O passo é tratado como “mais uma etapa relevante” da estruturação financeira do projeto e prepara o início das fases executivas (free flow, relatórios operacionais e ambientais). Em continuidade estratégica, o aporte consolida a engenharia de funding construída ao longo do ano, em especial a 1ª emissão de debêntures conversíveis da A&T Investimentos, integralmente subscritas pela Jive e destinadas à integralização de capital da Rota Verde SPE. Ao capitalizar a SPE por meio do FIP e seguir marcos contratuais e societários, a companhia preserva disciplina de caixa, sincroniza equity com o cronograma da concessão e reduz o risco de mobilizações prematuras.
Operacionalmente, a integralização dá tração à conclusão dos trabalhos iniciais, à instalação dos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) e aos requisitos para a virada tarifária, reforçando a transição para a etapa de receitas reguladas. O avanço dialoga com a evolução da Rota Verde no 3T25, quando concluiu a estrutura de serviços e preparava a etapa operacional, evidenciando a maturação do projeto rumo à fase executiva. Com o equity integralizado, a A&T tende a acelerar aquisições de itens críticos, O&M e consolidação de KPIs, criando visibilidade de caixa do ativo e diluindo a concentração setorial frente ao cluster de óleo e gás.
Do ponto de vista de mercado e governança, o movimento também se insere no “corredor de tempo” concedido para que backlog, funding e concessões se traduzam em métricas e preço — à época, a administração já projetava o pedágio da Rota Verde nos meses seguintes, condicionando desembolsos a marcos contratuais e societários. Trata-se da prorrogação da B3 até 30/04/2026, tratada como corredor para execução e pedágio da Rota Verde nos meses seguintes, que ancorou expectativas enquanto a companhia concluía seu arranjo de capital. Em suma, a integralização atual é a ponte para a virada de ciclo: capital comprometido, cronograma executivo em curso e preparação para receitas tarifárias, com a A&T mantendo o mercado informado sobre cada novo marco do projeto.







