A EZTEC (EZTC3) divulgou a prévia operacional do 4T25 com recordes em 2025: R$ 2,4 bi em lançamentos (VGV %EZ), R$ 2,2 bi em vendas brutas e R$ 1,9 bi em vendas líquidas. No 4T25, as vendas líquidas foram R$ 557,4 mi e a VSO líquida atingiu 16,2% no trimestre (40,4% em 12 meses). Os lançamentos do 4T25 somaram R$ 783 mi, +64,8% t/t e +198,9% a/a; as vendas brutas chegaram a R$ 649,9 mi (+7,9% t/t; +41% a/a). Distratos de R$ 92,6 mi subiram vs. 3T25 pelo volume de entregas, mas a relação distratos/vendas brutas recuou 0,2 p.p. a/a, em patamar controlado. Estoque total fechou em R$ 2,9 bi (41% prontos) após R$ 2,6 bi em entregas e 16 canteiros em execução. Esse desempenho consolida a virada operacional destacada na apresentação de 30/set/25, que consolidou a aceleração do ciclo e recorde de lançamentos desde o IPO.

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Do lado comercial, o trimestre reforçou a lógica de clusters com elevada absorção. Em São Caetano do Sul, o Reserva São Caetano Parque (VGV %EZ de R$ 569 mi) alcançou 55,3% de vendas, enquanto a 1ª fase do Bosque somou R$ 112 mi e 52,6% de vendas — combinação que privilegia projetos 100% EZTEC, tíquete de média renda e conveniência para sustentar VSO e margens. O adensamento no ABC, ancorado em mobilidade e serviços, sustenta previsibilidade de caixa no giro 4T25/1T26 e reduz assimetrias de execução ao manter integralidade da participação. Esse encadeamento dá continuidade ao Reserva São Caetano Bosque – 1ª fase, que aprofunda o cluster no ABC. Em paralelo, a empresa preservou a cadência de fases em eixos urbanos consolidados da capital: no complexo Mooca Città, a etapa Torino adicionou R$ 102 mi em VGV %EZ e diversificou o mix de padrão médio com serviços pay-per-use, alto apelo de conveniência e localização estratégica, ampliando a rotação de estoque sem abrir mão de rentabilidade. O reforço desse polo foi detalhado no Torino Mooca Città, nova fase do complexo na Mooca.

Além dos pilares comerciais, ajustes de governança encurtaram o ciclo decisório na virada do ano. Em um cenário de múltiplos canteiros e fases sequenciais, reduzir a fricção entre originação de terrenos, desenho de produto, precificação e cronograma permite abrir novas etapas quando a tração comercial supera cláusulas suspensivas, protegendo prazos, VSO e orçamento. Em 19/12, o CEO passou a acumular a Diretoria de Incorporação, centralizando aprovações e criando um “atalho” entre estratégia e obra — mudança que ajuda a explicar a aceleração de lançamentos no fim do trimestre e a entrada em novas praças. O redesenho foi formalizado na acumulação da Diretoria de Incorporação pelo CEO em 19/12.

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