Em 19 de dezembro de 2025, a EZTEC (EZTC3) lançou o Torino Mooca Cittá, nova etapa do complexo residencial na Mooca (SP) que já abriga os empreendimentos Milano e Firenze, ambos em construção. O projeto tem VGV %EZTEC de R$ 102 milhões, participação de 50% e 16.269 m² de área privativa. O material menciona 234 unidades na versão em português e 214 na versão em inglês, com metragens de 63, 78/79 e 82 m² e padrão médio. Localizado em frente ao futuro parque e próximo às principais vias, o projeto reúne mais de 20 itens de lazer (piscina com borda infinita e rooftop com mirante, entre outros) e serviços pay-per-use como limpeza, lavanderia, personal trainer e pet care.

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Este movimento consolida a estratégia de adensamento em praças com infraestrutura, apostando em produtos de padrão médio e alto apelo de conveniência para sustentar VSO e previsibilidade de caixa. A companhia vem replicando essa lógica de fases e clusterização em regiões-chave, como no Reserva São Caetano Bosque – 1ª fase, que aprofunda o cluster no ABC. Ainda que o Torino Mooca Cittá traga participação de 50% — diferentemente de projetos 100% próprios no ABC —, a combinação de fases integradas, lazer amplo e serviços pay-per-use preserva a tese de “volume + margem”, reforçando a rotação de estoque com tíquete de média renda e mitigando assimetrias de execução em um eixo urbano consolidado como a Mooca.

No plano corporativo, o lançamento se insere no ciclo de aceleração de 2025, com margens elevadas, ROE em recuperação e funil comercial robusto, que dão base para encadear novas fases em praças estratégicas. Essa leitura foi detalhada na apresentação de 30/set/25, que consolidou a aceleração do ciclo e recorde de lançamentos desde o IPO. Ao estender a fórmula de cluster para uma localização premium e tradicional como a Mooca — ancorada por um futuro parque e forte oferta de conveniências —, a EZTEC diversifica o mix, equilibra risco entre projetos 100% próprios e com parceiros e amplia a visibilidade de reconhecimento de receita. O padrão médio com infraestrutura no entorno favorece tração de vendas, preservação de margem e previsibilidade de obras, dialogando com a disciplina de custos e cronograma que alicerçaram a virada operacional ao longo de 2025.

Do ponto de vista de capital e governança, a continuidade do pipeline em fases sucessivas é amparada pelo conforto de balanço e pela previsibilidade decisória evidenciados ao fim do ano. Esse arcabouço ficou explícito na bonificação aprovada em 4 de dezembro, que capitalizou a Reserva de Expansão, sinalizando disciplina na alocação e suporte para crescer sem pressionar caixa. Em conjunto, a narrativa empresarial permanece coesa: encadear fases em praças com mobilidade e serviços, privilegiar margens em produtos de padrão médio e manter estrutura de capital preparada para sustentar lançamentos e entregas — com as devidas ressalvas sobre premissas e riscos inerentes a condições de mercado e ao setor.

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