Em 19 de dezembro de 2025, a EZTEC (EZTC3) informou a renúncia de Silvio Hidemi Iamamura ao cargo de Diretor de Incorporação. O Conselho, na mesma data, elegeu o Diretor Presidente, Silvio Ernesto Zarzur, para acumular a Diretoria de Incorporação. Iamamura permanece como Diretor de Novos Negócios e Diretor de Operações Imobiliárias, funções às quais havia sido eleito em 28 de abril de 2025. O novo mandato de Zarzur ficará unificado aos dos demais diretores, até cinco dias úteis após a AGO que aprovar as contas de 2026.
A mudança sinaliza centralização de decisões em um momento de pipeline robusto e múltiplas frentes. A decisão se alinha à atualização do Acordo de Acionistas, que reforçou a previsibilidade societária e a coordenação entre controladores. A acumulação de Incorporação pelo CEO vai na mesma linha: comprime o ciclo de aprovação de produtos, acelera escolhas de mix e sequenciamento de fases e reduz fricções entre landbank, precificação e cronograma. Em um ciclo com clusters simultâneos (ABC, Mooca, Osasco) e foco em preservar margens em projetos próprios, encurtar o loop decisório tende a proteger prazos, VSO e orçamento na virada para 2026.
Além do vetor de governança, a mudança conversa com a ambição operacional descrita na apresentação de 30/set/25, que consolidou a aceleração do ciclo, margens elevadas e recorde de lançamentos desde o IPO. Com obras em várias frentes e maior visibilidade de reconhecimento de receita, a unificação de Incorporação no comando executivo tende a manter disciplina de custos e coerência na tese “volume + margem”. Também adiciona agilidade para destravar novas fases quando o giro comercial supera cláusulas suspensivas, preservando a captura integral de margem nos empreendimentos 100% EZTEC e calibrando o portfólio por praça e ticket.
Operacionalmente, o timing reforça a execução de clusters: no mesmo 19/12, a companhia adicionou uma nova etapa na Mooca com o lançamento do Torino Mooca Cittá, evidenciando a cadência de fases em praças com infraestrutura. A acumulação de Incorporação pelo CEO cria um “atalho” entre estratégia, produto e obra, enquanto Iamamura segue à frente de Novos Negócios e Operações Imobiliárias, preservando a continuidade da originação e da execução. Para o investidor, os pontos de atenção são a cadência de aprovações de lançamentos no início de 2026, a manutenção das margens e a governança do acúmulo de funções ao longo do ciclo.







