A apresentação da EZTEC (30/set/25) consolida a aceleração do ciclo: lucro de R$ 417 milhões no 9M25, margem líquida de 39% no 3T25, vendas recordes de R$ 529 milhões no trimestre e margem bruta de 42% (máxima em três anos). Essa inflexão já havia sido sinalizada pelo resultado do 3T25, o melhor em oito anos, com aprovação de R$ 220 milhões em dividendos. Em 12 meses, a receita líquida alcançou R$ 1,656 bilhão e a margem bruta ficou em 44,7%, enquanto o ROE 12m subiu para 10,9%. O VGV lançado no 9M25 foi o maior desde o IPO, e a distribuição de R$ 309 milhões em 2025 (2º maior da história) indica conforto financeiro para sustentar o ciclo de obras e entregas projetado como o mais robusto em 2025.

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No comercial, a companhia reporta VSO líquida UDM de 34,3%, força de vendas com 1.245 corretores e 11 PDVs, além de landbank de R$ 10,7 bilhões e R$ 7,1 bilhões em VGV em desenvolvimento (16 canteiros). A tração não surgiu do nada: a prévia operacional do 3T25 com recorde histórico e adensamento na Grande São Paulo já mostrava o mix “volume + margem” funcionando — alto giro em produtos econômicos e preservação de rentabilidade em projetos 100% EZTEC em localizações premium. Com 76% das entregas de 2025 e 80% de 2026 já vendidas, a visibilidade de reconhecimento de receita melhora, ajudando a explicar a expansão do ROE e o avanço das margens em linha com o controle de custos e cronogramas.

Essa estratégia ganha corpo no ABC, onde a empresa vem adensando presença em tíquete de média renda e captura integral de margem. Após a estreia em São Caetano, a 2ª fase do Reserva São Caetano Parque elevou o VGV do cluster e adicionou escala para sustentar VSO e previsibilidade de caixa no 4T25/1T26. O encadeamento de fases 100% EZTEC reduz assimetria de execução e reforça o objetivo de manter margens ao longo do pipeline. Com R$ 7,1 bilhões em obras em andamento e um calendário que prevê o maior volume de entregas em 2025, a companhia ancora crescimento em praças com infraestrutura e mobilidade, ao mesmo tempo em que avança em projetos emblemáticos como o Esther Towers, com entregas previstas para 2026/27.

Do ponto de vista de capital, a estrutura combina CRI (R$ 394,6 mi a 98% do CDI) e debêntures (CDI + 0,85% a.a.), com custo corporativo de 8,9% a.a. e vencimentos até 2029, enquanto a carteira de alienação fiduciária (R$ 580 mi) apresenta inadimplência de 2,1% e amortização concentrada nos próximos cinco anos. A previsibilidade de decisões e a disciplina de projetos próprios são reforçadas pela atualização do Acordo de Acionistas, que tende a sustentar a coerência entre lançamento, precificação e ritmo de obra — fatores-chave para margens, rotação de estoque e política de dividendos. Para o investidor, os vetores críticos a monitorar são execução das 16 frentes, evolução do ROE, comportamento da inadimplência e a cadência comercial que dará lastro ao reconhecimento de resultados ao longo de 2025/26.

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