Em 15 de janeiro de 2026, a Petrobras reportou que em 2025 sua produção de óleo atingiu 2,40 milhões bpd, acima do limite superior do guidance anual, enquanto a produção total de óleo e gás chegou a 2,99 milhões boed. Os volumes cresceram 11% versus 2024 e estabeleceram recordes históricos, com o pré-sal respondendo por 82% da produção. O ano foi marcado pela entrada em operação dos FPSOs Almirante Tamandaré (Búzios) e Alexandre de Gusmão (Mero), além do ramp-up de Maria Quitéria (Jubarte), Anita Garibaldi e Anna Nery (Marlim e Voador). Búzios superou 1 milhão bpd operados com seis plataformas, e a sétima, P-78, iniciou operação em 31 de dezembro, reforçando o trilho de crescimento de 2026.
Este resultado consolida a trajetória já desenhada no PN 2026–2030, que projetava ~2,4 mi bpd em 2025 e 2,7 mi bpd em 2028 e quantificava o impacto de cada 100 mil bpd adicionais em receita e caixa. Na prática, a superação do teto do guidance decorre da combinação de ramp-ups no pré-sal e ganhos de disponibilidade. Em 2025, Almirante Tamandaré e Alexandre de Gusmão entraram; Maria Quitéria, Anita Garibaldi e Anna Nery seguiram ramp-up; a eficiência operacional avançou. Atingir 1 milhão bpd operados em Búzios com seis unidades, somado ao topo de produção do FPSO Marechal Duque de Caxias em Mero e ao recorde de Tamandaré (cerca de 240 mil bpd em novembro/dezembro), estabilizou volumes e reduziu variabilidade, preparando a base para 2026. Essa cadência foi reforçada pela entrada em produção da P-78 em Búzios, inaugurando a nova família de FPSOs padronizados e interligada ao Rota 3 para monetização do gás.
Com a sétima unidade em Búzios ao fim de dezembro e a contribuição crescente do hub, o pré-sal consolidou-se como motor do crescimento, representando 82% da produção total. A padronização de projetos e a repetibilidade de engenharia aceleram ramp-ups e sustentam recordes anuais, enquanto a integração do gás via Rota 3 adiciona resiliência ao mix e previsibilidade de caixa. Esses marcos operacionais se alinham à decisão de concentrar capital em hubs de alta rentabilidade e ampliar o interesse econômico nos campos âncora do pré-sal, como se viu na arrematação dos direitos da União em Mero e Atapu, elevando as participações e consolidando o foco no pré‑sal. Em síntese, o desempenho de 2025 não é um ponto fora da curva: ele confirma a capacidade de a companhia converter ramp-ups em volumes sustentáveis e caixa, pavimentando o caminho para as metas de 2028.







