Cury (CURY3) apresentou prévia operacional do 4T25 e de 2025 com recorde de geração de caixa no trimestre (R$ 321,1 mi), consolidando o 27º trimestre consecutivo de caixa positivo. No ano, a geração somou R$ 683,3 mi (+46,4% a/a). Os lançamentos chegaram a R$ 8,284,7 mi em 2025 (+25,9% a/a), com 4T25 de R$ 1,289,5 mi (−35,1% t/t; −7,9% a/a). As vendas líquidas foram de R$ 1,556,3 mi no 4T25 (+9,3% a/a; −14,8% t/t), com VSO de 39,3% (40,6% no 3T25 e 43,7% no 4T24), e preço médio de R$ 314,8 mil no trimestre; no ano, VSO líquida de 76,3% (−0,8 p.p.) e ticket de R$ 308,3 mil. Este resultado estende a sequência de conversão operacional que já vinha sendo sinalizada no resultado do 3T25, com ROE de 70,6% e o 26º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva. Em paralelo, os repasses do 4T25 somaram R$ 1,492,3 mi (estável t/t; +60,9% a/a) e R$ 6,3 bi no ano (+33,3%), sustentados por produção de 4.472 unidades no 4T25 e 16.789 em 2025, além de 16.011 unidades entregues no ano. O estoque encerrou em R$ 2,406,3 mi (97,4% em obras), com 6.425 unidades e aging equilibrado.

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Do ponto de vista estratégico, o desempenho de 2025 converge com o direcionamento corporativo: os lançamentos efetivos de R$ 8,3 bi e o land bank de R$ 24,6 bi em SP e RJ confirmam a cadência e o foco geográfico descritos no guidance de VGV de lançamentos de R$ 8,3 bilhões e o land bank de R$ 24,6 bilhões detalhados na atualização institucional de 15/01/2026. A manutenção de VSO anual saudável, com 91,1% das vendas do 4T25 até R$ 500 mil, reforça a aderência ao MCMV e a tração nas praças core, enquanto o aumento dos repasses e o forte volume de entregas alimentam o ciclo de caixa e ancoram a previsibilidade. Diferentemente do 4T24, quando a geração de caixa foi de R$ 150,4 mi, o 4T25 combina base operacional mais robusta, estoque majoritariamente em produção e maior escala de repasses, reduzindo a volatilidade do ciclo e preparando o terreno para 2026.

Em remuneração, a Cury pagou R$ 1,352 bi em 2025, dos quais R$ 1,023 bi no 4T25, coroando o ano com a aprovação, em 11/12/2025, de R$ 573 milhões em dividendos com cronograma definido. A sequência de proventos foi viabilizada pelo giro de caixa recorde, avanço de repasses e disciplina de capital, sem descasar o pipeline de obras e a expansão do land bank. Os distratos no 4T25 somaram R$ 157,7 mi (9,2% das vendas brutas), com Parte Cury nas vendas líquidas de 92,2% no trimestre e 90,2% no ano, preservando captura de resultado. Assim, o trimestre fecha um ciclo em que execução virou caixa, caixa virou retorno e, ao mesmo tempo, financiou a próxima fase de crescimento nas praças de São Paulo e Rio de Janeiro. Dados são preliminares e podem sofrer ajustes.

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