A Cury aprovou, em 11/12/2025, a distribuição de dividendos intercalares de R$ 573 milhões (R$ 1,8601021763 por ação), com data-base em 16/12, ações ex-dividendos a partir de 17/12 e pagamento em 23/12. O aviso também assegura que as ações emitidas no aumento de capital vinculado à Oferta terão direito ao provento. Este anúncio executa, na prática, o desenho comunicado na oferta primária protocolada em 4/12 que previu dividendos de até R$ 573 milhões e liquidação em 16/12, alinhando valor, cronograma e base de acionistas. Ao atrelar a elegibilidade à data de liquidação e efetivar o pagamento ainda em dezembro, a companhia reforça previsibilidade e disciplina, imputando os valores aos dividendos mínimos obrigatórios do exercício social que se encerra em 31/12/2025.

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O movimento dá continuidade à cadência de remuneração observada ao longo do ano e consolida o playbook de capital allocation: equilibrar retorno ao acionista, liquidez do papel e preservação do pipeline operacional. Em novembro, o Conselho já havia aprovado dividendos intercalares de R$ 250 milhões aprovados em 24/11/2025; agora, o provento de R$ 573 milhões encerra 2025 com um capítulo de distribuição mais robusto, mantendo o desenho de previsibilidade (record date, ex-date e liquidação bem definidos) para a base acionária que se ampliou com a oferta. A organização do cronograma mitiga ruídos sobre quem tem direito, preserva a execução de obras e o giro de caixa que suportam a sustentabilidade do payout elevado, e reforça a mensagem de consistência que a empresa vem comunicando desde o início do ano.

Por trás desse passo, a folga operacional e a geração recorrente de caixa seguem como alicerces. A companhia vem mostrando disciplina no ciclo de produção, estoque majoritariamente em obras, aderência ao MCMV e velocidade de vendas saudável nas praças core de SP e RJ — combinação que sustenta margens e ROE elevados. Esse pano de fundo foi evidenciado no resultado do 3T25, com ROE de 70,6%, 26º trimestre de caixa positivo e R$ 200 milhões distribuídos, o que ancorou a confiança para converter desempenho em proventos sem descasar o landbank e o plano de lançamentos. Assim, o dividendo de dezembro funciona como desfecho coerente de 2025: transformar execução em caixa e caixa em retorno, enquanto se preserva a capacidade de crescimento para o próximo ciclo.

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