Na atualização institucional de 15/01/2026, a Cury projetou para 2025 um VGV de lançamentos de R$ 8,3 bilhões (R$ 6,0 bi em São Paulo e R$ 2,3 bi no Rio), com 57.163 unidades em construção e estoque de R$ 2,4 bilhões. A série histórica 2018-2025 reforça a expansão: CAGR de VGV ~37%, de unidades ~28% e de lucro líquido ~31%. Em dividendos, o acumulado 2018-2025 somou R$ 2,9 bilhões, com payout médio de 208%. No RJ, o Porto Maravilha avança com 12.571 unidades lançadas (VGV de R$ 4,6 bi) e 11.219 vendidas (VGV de R$ 4,1 bi), amparado pela ampliação da OUC para 8,7 km². O land bank total soma ~R$ 24,6 bi (81,2 mil unidades), market share de ~6,6% em SP e ~15,2% no RJ, e pipeline apoiado por OUCs/PIUs em ~82,33 km², além do PIU Arco Tietê em aprovação.
Estratégicamente, essa fotografia consolida o playbook de crescimento com foco urbano (SP e RJ), giro alto de caixa e disciplina de capital que permitiu sustentar um payout elevado. O resultado não nasce no vácuo: em 2025, a companhia reforçou a cadência de remuneração com os dividendos intercalares de R$ 250 milhões aprovados em 24/11/2025, sinalizando previsibilidade e conversão de VGV em caixa sem descasar obras. A combinação de estoque majoritariamente em produção, base de clientes ativa e aderência ao MCMV manteve velocidade de vendas e margens, ancorando a confiança para equilibrar retorno e expansão do land bank, inclusive em eixos regulatórios que destravam potencial de densidade, como OUCs e PIUs em São Paulo.
Na etapa seguinte, a companhia organizou o financiamento do grande capítulo de distribuição de fim de ano ao estruturar uma operação primária com objetivo explícito de atrelar recursos a proventos, preservando o balanço enxuto e ampliando liquidez do papel. Essa lógica foi apresentada na oferta primária protocolada em 4/12/2025, vinculada a dividendos de até R$ 573 milhões, conectando cronograma (bookbuilding, liquidação e ex-date), elegibilidade e estabilidade da base acionária recém-ampliada. Ao mesmo tempo, o foco geográfico e o land bank urbano — de R$ 19,0 bi em SP e R$ 5,6 bi no RJ — sustentam a continuidade operacional: projetos de escala como Cidade Mooca e Square Panamby em SP e o avanço do Porto Maravilha no RJ formam o “motor” que realimenta caixa, margens e ROE.
A execução desse desenho materializou-se no desfecho societário de dezembro, quando o Conselho confirmou a distribuição extraordinária, dando previsibilidade à tese de alto payout e elevada conversão operacional. Esse passo foi consolidado com a aprovação de R$ 573 milhões em dividendos em 11/12/2025, que encerrou o ano com um ciclo de remuneração robusto e alinhado à disciplina de capital da Cury. Ao iniciar 2026 apresentando VGV de lançamentos relevante, market share crescente nas praças core, base de clientes ativa e um pipeline regulatório que inclui o PIU Arco Tietê, a empresa sinaliza continuidade: transformar execução em caixa, caixa em retorno, e retorno em capacidade de financiar a próxima fase de crescimento — com destaque para o Porto, que deve receber 27 mil novos moradores e consolidar a presença da companhia no RJ.







