Na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a Vibra (VBBR3) comunicou que o Conselho de Administração elegeu Mauricio Fernandes Teixeira para o cargo de Vice-presidente Executivo Financeiro e de Relação com Investidores (CFO e IRO). O mandato é de dois anos a partir da posse, prevista para 2 de fevereiro de 2026. Até 1º de fevereiro, Augusto Ribeiro Junior segue nas atribuições de vice-presidente executivo financeiro, enquanto o presidente Ernesto Pousada acumula interinamente a área de Relação com Investidores. Fernandes é engenheiro pela UFRJ, mestre em Métodos Matemáticos em Finanças pelo IMPA e traz passagem por Único ID Tech, Hapvida e Localiza.
Além de reforçar a sucessão executiva, a mudança fortalece a governança de comunicação com o mercado. Ela se alinha à prática de separar diretrizes estratégicas de projeções formais, já enfatizada no Comunicado de 2 de janeiro que respondeu a ofício da CVM e distinguiu diretrizes de crescimento de guidance. Com o CFO acumulando RI a partir de fevereiro — e Pousada na transição interina até 1º/2 —, a companhia tende a padronizar linguagem, marcos de divulgação e critérios para fatos relevantes, reduzindo ruídos, ancorando expectativas em documentos oficiais e preservando previsibilidade na agenda de relacionamento com investidores num período de decisões regulatórias e ajustes em renováveis.
Este movimento também dá continuidade à execução do plano de longo prazo apresentado no Investor Day 25, que detalhou as “avenidas de crescimento 2030”, ganhos de eficiência logística e disciplina de preços. Ao centralizar finanças e RI, a Vibra reforça a capacidade de traduzir a expansão de rede e a premiumização em métricas claras — como margem por metro cúbico, mix e conversão de caixa —, além de comunicar a arbitragem de suprimento e a flexibilidade logística com maior granularidade. Isso ajuda a calibrar expectativas de investidores entre varejo, B2B e aviação, num setor ainda em reequilíbrio competitivo e regulatório.
Por fim, a transição preserva a continuidade da disciplina de capital e do retorno ao acionista, evidenciados pela aprovação de JCP de R$ 850 milhões e bonificação anunciadas após o 3T25. Com histórico recente de forte geração de caixa, alongamento de passivos e obtenção de investment grade, a companhia dispõe de base para seguir combinando crescimento orgânico com remuneração recorrente, mantendo alavancagem sob controle. A experiência de Fernandes em ambientes de alto crescimento e integração financeira tende a apoiar essa trilha com comunicação mais precisa e foco em retorno.







