Na quarta-feira, 6 de maio de 2026, a Vibra Energia (VBBR3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bi no primeiro trimestre de 2026. No período, o Ebitda Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,2 bi, com margem Ebitda Ajustada de R$ 350 por m³ e volume de vendas de 8.737 mil m³. A companhia informou também lucro líquido contábil de R$ 1,613 bi.
Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado aumentou 63%, enquanto o Ebitda Ajustado avançou 58%. A receita líquida ajustada chegou a R$ 48,251 bi, alta de 7% em 12 meses, e o lucro bruto ajustado foi de R$ 3,450 bi, 32% acima do registrado um ano antes. O Ebitda Ajustado Recorrente, que exclui recuperações tributárias e vendas de imóveis, totalizou R$ 2,257 bi, com margem de R$ 258 por m³, crescimento de 63% frente ao 1T25.
No segmento de Rede de Postos, o volume de vendas alcançou 5.505 mil m³, aumento de 6% em relação ao 1T25, com destaque para gasolina (+11%) e diesel (+2%). A receita líquida ajustada da rede foi de R$ 28,862 bi e o Ebitda Ajustado atingiu R$ 1,729 bi, 74% acima do ano anterior, com margem de R$ 314 por m³. Desconsiderando itens não recorrentes, o Ebitda Ajustado Recorrente da Rede de Postos foi de R$ 1,709 bi, com margem de R$ 310 por m³. A Vibra encerrou o trimestre com 7.514 postos, após a abertura de 155 novas unidades e crescimento líquido de 58 postos.
No segmento B2B, o volume vendido ficou em 3.232 mil m³, leve alta de 1% ante o 1T25, impulsionado por crescimento de 11% nas vendas de querosene de aviação. A receita líquida ajustada do B2B somou R$ 17,802 bi e o lucro bruto ajustado foi de R$ 1,163 bi, avanço de 18% em 12 meses. O Ebitda Ajustado do segmento atingiu R$ 1,473 bi, 63% acima do mesmo período do ano anterior, com margem de R$ 456 por m³; o Ebitda Ajustado Recorrente foi de R$ 679 mi, com margem de R$ 210 por m³.
Na área de Renováveis, reunida sob a Comerc, a receita líquida foi de R$ 1,588 bi no 1T26, enquanto o Ebitda Ajustado totalizou R$ 147 mi, queda de 31% em relação ao 1T25, afetado por curtailment de 19% e condições menos favoráveis no mercado de energia. O Ebitda @Stake foi de R$ 192 mi, recuo de 28% na mesma base de comparação, e o lucro líquido ajustado ficou negativo em R$ 80 mi. No consolidado, a Vibra reportou fluxo de caixa operacional de R$ 1,903 bi, fluxo de caixa livre de R$ 1,729 bi e dívida líquida de R$ 18,615 bi, o que corresponde a alavancagem de 2,0x dívida líquida sobre Ebitda Ajustado dos últimos 12 meses.
Em relação ao mercado de capitais, a Vibra informou que suas ações encerraram 31 de março de 2026 cotadas a R$ 31,62, com alta de 24% no trimestre e volume financeiro médio diário de R$ 259,7 mi. No 1T26, a companhia pagou R$ 350 mi em Juros sobre Capital Próprio (JCP, Juros sobre Capital Próprio) referentes a 2025 e anunciou a declaração de R$ 393,5 mi em JCP relativos ao exercício de 2026, com pagamento previsto para setembro de 2027. A Vibra Distribuição reportou ainda retorno sobre o capital investido (ROIC) de 18,6% nos últimos 12 meses.








