A Vibra aprovou a distribuição de JCP de R$ 850 milhões (cerca de R$ 0,76354353559 por ação, excluídas as ações em tesouraria) com base nas informações financeiras do 3º trimestre de 2025, a serem imputados aos dividendos obrigatórios do exercício, e um aumento de capital de R$ 800 milhões via capitalização de parte da reserva de retenção de lucros, com bonificação de 79.563.531 ações ordinárias, na proporção de 1 para cada 14,06423244265 ações. O benefício alcança, simultaneamente e na mesma proporção, os detentores de ADRs, e a distribuição do JCP está sujeita à ratificação pela AGO que apreciará as contas de 2025. Este movimento consolida a política de remuneração e o uso disciplinado do balanço após um trimestre operacionalmente robusto, ancorado na entrega do 3T25 com Ebitda de R$ 1,8 bi e forte geração de caixa, além da liberação de R$ 1,6 bi em capital de giro, que reforçou a flexibilidade para equilibrar crescimento e retorno ao acionista.

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Do ponto de vista estratégico, a bonificação — sem efeito caixa e com potencial de ampliar liquidez do papel — e o JCP ad referendum indicam confiança na trajetória de geração de resultados e na eficiência da estrutura de capital. Além da forte conversão de caixa, a companhia vem trabalhando passivos com prazos mais longos e custo competitivo, o que sustenta a previsibilidade de um programa recorrente de proventos. Essa capacidade foi reforçada pela conquista de grau de investimento, refletindo posição competitiva, execução e governança, conforme o rating BBB- (grau de investimento) obtido em 23 de setembro de 2025, que amplia a base potencial de investidores e favorece a otimização do custo de dívida — elementos que, em conjunto, dão tração a decisões como bonificações e antecipação de distribuição ao longo do ano.

Em paralelo, a Vibra vem navegando a maior volatilidade nos renováveis, com impactos de curtailment e reprecificação de premissas. Diferentemente do core de distribuição, onde margens e volumes têm se mostrado resilientes, a vertical de energia exigiu mitigantes e replanejamento de entregas. Ainda assim, o anúncio de JCP e bonificação sinaliza equilíbrio entre retorno ao acionista e continuidade do ciclo de investimentos, preservando alavancagem e disciplina. Essa leitura se conecta à revisão do guidance da Comerc para R$ 1,05–1,15 bi em 2025 diante do curtailment e reforça a narrativa de priorização de eficiência, aceleração da entrada de usinas e transparência — temas que devem ser detalhados no Investor Day de 9 de dezembro de 2025.

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