Na reunião do Conselho em 12/01/2026, Lojas Quero-Quero elegeu Luiz Felipe Nunes Barbosa para diretor sem designação específica, com mandato até o término do ciclo iniciado em 03/05/2024. Com 22 anos em varejo (Hortifruti Natural da Terra, Sam's Club/Carrefour, GPA, Le Biscuit, C&A e Renner) e MBAs em Marketing, Varejo e Finanças, o executivo reforça a camada tática da Diretoria, que segue liderada por Peter Furukawa (CEO) e Jean Pablo de Mello (CFO e DRI). A composição preserva o arranjo de comando e sinaliza continuidade operacional. O movimento recompõe a estrutura após a renúncia de diretor comunicada em 28/11/2025, quando a companhia destacou que ajustes pontuais não alterariam a condução do plano. Ao trazer perfil de Comercial e Supply Chain, a administração endereça eficiência comercial, sortimento e giro de estoques, áreas sensíveis ao ciclo de consumo e ao crédito próprio.

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Estratégicamente, a chegada de Barbosa consolida a execução de curto prazo em frentes que sustentam margens: precificação, abastecimento e capital de giro. Em 2025, a Quero-Quero priorizou liquidez e alongamento de passivos para atravessar um ambiente de juros altos e demanda hesitante, preservando capacidade de investimento em lojas e no ecossistema VerdeCard. Nesse desenho, a governança executiva fortalecida facilita a integração entre Comercial, Finanças e Risco, reduzindo rupturas operacionais e dando previsibilidade a fornecedores e credores, algo crítico para manter níveis saudáveis de estoque, prazos de pagamento e disciplina de crédito. Essa agenda se alinha ao registro automático da 7ª emissão de debêntures (R$ 123 mi) sob a CVM 160, estruturada com garantias em recebíveis e fianças, justamente para suavizar o ciclo financeiro e proteger o caixa enquanto a companhia ajusta mix e rentabilidade.

Os números recentes mostraram foco em caixa, repasse de custos financeiros e uso de ativos operacionais como colateral, padrão que a administração vem repetindo para reduzir volatilidade do capital de giro e manter a expansão orgânica sem diluição. A eleição de hoje, portanto, atua como peça de execução: reforça o “chão de loja” e a coordenação com Finanças, sustentando o plano de funding que avançou com o encerramento da 7ª emissão de debêntures em 09/12/2025. Em conjunto, a recomposição de diretoria e o pipeline de captações indicam continuidade da estratégia de travessia: disciplina em risco de crédito, planejamento comercial mais granular e governança que preserva covenants e liquidez, aumentando a probabilidade de uma recuperação operacional consistente ao longo de 2026.

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