A Taesa informou que o ONS emitiu os Termos de Liberação do reforço na concessão São Pedro, habilitando a receita regulatória adicional referente à REA nº 14.524/2023. Com as energizações concluídas em duas etapas, a São Pedro passa a receber, no ciclo 2025–2026, aproximadamente R$ 6,4 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) — adicionada de PIS/COFINS —, sendo cerca de R$ 5,9 milhões (91%) retroativos a 20/11/2025 e R$ 0,5 milhão (9%) retroativos a 23/12/2025. A companhia ressalta que a RAP é provisória e sujeita à Revisão Tarifária Periódica desta concessão em 2029.
Este reforço em São Pedro não é um evento isolado: consolida a estratégia de converter CAPEX em RAP ao longo do ciclo 2025–2026, já evidenciada quando o 3T25 consolidou a captura do ciclo 2025–2026, com RAP adicional em TSN retroativa. Ao adicionar receita regulatória com efeitos retroativos neste mesmo ciclo, a Taesa aprofunda a previsibilidade de caixa e reduz a exposição à Parcela Variável, na medida em que as energizações elevam a disponibilidade da rede e a base remunerada. Além do ganho operacional, há coerência financeira: a companhia travou funding de longo prazo indexado à inflação e vinculado a projetos elegíveis, criando uma escadinha de amortizações que coincide com a maturação dos reforços e a rampagem da RAP. Esse desenho foi materializado na 20ª emissão de debêntures incentivadas concluída em 18 de dezembro de 2025.
Para o investidor, a mensagem é de continuidade: novos blocos de RAP, como o de São Pedro, sustentam o fluxo regulatório, comprimem a volatilidade associada à PV e reforçam a previsibilidade de margens. Com o cronograma de energizações avançando e o passivo reconfigurado para casar vencimentos ao ramp-up operacional, a companhia preserva liquidez e o espaço para manter um payout estável ao longo do ciclo 2025–2026. Essa coerência já se refletiu na distribuição de R$ 323,3 milhões em proventos anunciada após o 3T25, sinal de que a expansão da RAP, aliada ao reprofilamento da dívida e à diversificação de indexadores, ancora a remuneração enquanto o reforço de São Pedro tem caráter provisório até a RTP de 2029, próximo marco de reavaliação regulatória.







