Em 7 de janeiro de 2026, a Usiminas informou que o CADE aprovou, sem restrições e com trânsito em julgado, o Ato de Concentração nº 08700.012033/2025-83. O ato refere-se à aquisição, pela Ternium Investments S.à r.l., das ações da Usiminas detidas por Nippon Steel Corporation e Mitsubishi Corporation vinculadas ao Acordo de Acionistas de 03/07/2023. A companhia destacou que seguirá informando o mercado sobre o cumprimento das demais condições precedentes e o subsequente fechamento da operação.
Este movimento dá continuidade à reorganização societária e consolida a transição do bloco de controle sob o Grupo T/T, reduzindo incertezas regulatórias e alinhando governança e execução. A mudança já vinha se refletindo em decisões de gestão, como a sucessão no comando financeiro alinhada ao grupo Ternium, que elegeu um executivo da Ternium para Vice-Presidente de Finanças e RI a partir de 1º/02/2026. A convergência entre controle e finanças tende a padronizar processos, reforçar disciplina de funding, integrar gestão de riscos e ampliar o acesso a mercados de capitais, reduzindo o custo de capital. Com maior clareza acionária, a companhia também ganha tração para aprovações internas e priorização de CAPEX, acelerando a execução industrial e a captura de sinergias operacionais e comerciais.
Com o obstáculo antitruste superado, a Usiminas fica melhor posicionada para entregar seu ciclo de investimentos e ganhos de eficiência. A consolidação societária pode dar impulso ao cronograma do plano de investimentos de R$ 3,5 bilhões para competitividade (2026–2029), que contempla a planta de PCI, reparos e reconstruções nas baterias de coque e um novo gasômetro, sustentado por balanço sólido e disciplina financeira. Ao alinhar controle, governança e execução, a companhia reforça a tese de recuperação de margens e maior resiliência ao ciclo do aço no médio prazo.







