Na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, a Usiminas (USIM3, USIM5, USIM6) apresentou plano de investimentos de R$ 3,5 bi para ganhos de competitividade, com quatro projetos industriais: reparo a quente da Bateria 3, reconstrução parcial da Bateria 4, nova planta de moagem e injeção de PCI e um novo gasômetro, com entregas entre 2026 e 2029.
Segundo a apresentação, a companhia reporta "sólido balanço e disciplina financeira para suportar nosso plano de investimentos", com dívida bruta de R$ 6,4 mi, caixa de R$ 6,0 mi, dívida líquida de R$ 0,3 mi e alavancagem de 0,16x. A duração média da dívida é de 41 meses (R$) e 62 meses (US$), e os ratings globais são Ba2 (Moody’s), BB (S&P) e BB (Fitch).
Os projetos incluem: reparo a quente da Bateria 3 da Coqueria 2, previsto para 2028, com investimento de ~R$ 978 mi, visando "recuperação do volume de produção de coque próprio" e "segurança operacional"; e reconstrução parcial da Bateria 4, prevista para 2029, de ~R$ 1,7 bi, para ampliar a capacidade e reduzir a aquisição de coque de terceiros.
A nova planta de moagem e injeção de PCI tem previsão para 2026 e investimento de ~R$ 597 mi, com objetivo de "maximização da injeção de PCI em substituição ao Coque no Alto-Forno", "melhores sistemas de transporte" e "maior eficiência energética e de custos", além de redução de emissões de GEE. O novo gasômetro está previsto para 2027, com ~R$ 233 mi, para "maior capacidade de armazenamento" e "redução de custos, maior geração de energia, mais segurança e menor compra de gás natural".
No operacional, a empresa aponta foco em eficiência, com aumento de produção de aço bruto mesmo "com um alto forno a menos", totalizando 3.105 kt no 3T25 (LTM) ante 2.658 kt em 2022. O CPV/t caiu para R$ 5.092 no 3T25 (LTM) e a produtividade laboral avançou 47%, de 101 kg/HHT (dez/23) para 148 kg/HHT (25/26).
A Usiminas também informa capacidade instalada de 6,9 Mt/ano em aços planos, vendas de aço de 4,3 Mt e de minério de ferro de 9,4 Mt nos últimos 12 meses até o 3T25, além de iniciativas como "fase final de descaracterização da última barragem de rejeitos", Selo Ouro GHG Protocol 2025 e Selo Prata Ecovadis 2025.
Sobre defesa comercial, a apresentação traz o andamento de investigações antidumping: laminados a frio (aberta em 08/2024) com relatório preliminar de 03/2025 indicando "existência de dano e nexo causal" e margem de dumping entre US$ 550/t e US$ 620/t; revestidos (aberta em 10/2024) com relatório de 04/2025 e margem entre US$ 530/t e US$ 570/t; e laminados a quente (aberta em 06/2025) com relatório preliminar previsto para 12/2025. Os prazos finais são 02/2026, 03/2026 e 12/2026, respectivamente, "sem recomendação de aplicação preliminar".
Para 2026, as perspectivas apresentadas indicam variações de +6% para o segmento automotivo, +2% para indústria e +1% para comerciais/distribuição. A empresa lista como prioridades "segurança e sustentabilidade", "defesa comercial", "atendimento ao cliente e desenvolvimento de produtos", "eficiência operacional", "ganho de competitividade" e "disciplina financeira".







