A Usiminas (USIM3, USIM5, USIM6) informou a renúncia, por razões pessoais, de Thiago da Fonseca Rodrigues ao cargo de Diretor Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores, com efeitos a partir de 01.02.2026. Na mesma data, o Conselho de Administração elegeu Diego Eduardo García para assumir a função. García foi Diretor Sênior de Tesouraria Global da Ternium (2018–2022), atua desde então como Diretor Financeiro Sênior da Ternium Brasil e integra, desde 2022, o Comitê de Auditoria Estatutário da Usiminas — posição que deixará antes da posse. Rodrigues ocupa a vice-presidência desde maio de 2022, e o Conselho registrou agradecimentos pelos serviços prestados.
Do ponto de vista estratégico, a escolha de um nome da Ternium reforça a convergência entre finanças e controle societário após a consolidação do bloco de controle sob o Grupo T/T com a aquisição da participação do Grupo NSC pela Ternium. Em termos de governança, a presença de um executivo com histórico em tesouraria global tende a acelerar a execução de uma agenda de financiamento disciplinado, integração de riscos e padronização de processos, além de facilitar a interlocução com investidores internacionais. A transição preserva continuidade: sob a gestão de Rodrigues, a companhia enfatizou preservação de liquidez, simplificação da dívida e conversão de caixa, como ilustram a disciplina de balanço e gestão ativa de passivos evidenciada no 3T25, quando a Usiminas encerrou o trimestre com caixa robusto, alavancagem baixa e fluxo de caixa livre positivo apesar de efeitos contábeis não caixa.
Olhar à frente: a chegada de García ocorre às vésperas de um ciclo relevante de execução industrial e de otimização de custos, no qual a coordenação entre finanças, suprimentos e operações será determinante. A experiência em tesouraria global e em financiamento de projetos no ecossistema Ternium tende a apoiar estruturas de capital flexíveis, cobertura cambial e disciplina de CAPEX, elementos críticos para sustentar a competitividade no médio prazo. Esse desenho de governança e de perfil do CFO dialoga diretamente com o plano de investimentos de R$ 3,5 bi para ganhos de competitividade (2026–2029), que demanda previsibilidade de caixa e rigor alocativo, além de reforçar prioridades como eficiência energética, redução de emissões e defesa comercial. Em conjunto, a sucessão sinaliza continuidade estratégica com reforço de execução, unindo governança mais coesa e agenda financeira focada em resiliência.







