Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o Grupo Toky (TOKY3) informou que os fundos geridos pela SPX elevaram sua participação para 11,49% do capital votante, ao passarem a deter 24.909.105 ações ordinárias após a conversão de debêntures da 1ª série. A posição antes era de 7,38%. A SPX declarou caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de alterar controle ou estrutura administrativa, e comunicou ainda deter 80.944 debêntures conversíveis da 2ª série. O comunicado foi feito nos termos do art. 12 da Resolução CVM 44/2021.
Este movimento consolida a equitização executada no fim de 2025, quando a companhia efetivou a conversão das debêntures (1ª e 2ª séries) e aprovou a conversão do remanescente da 1ª série, reduzindo R$ 153 milhões do endividamento e emitindo novo lote relevante de ações — etapa detalhada na conversão de debêntures das 1ª e 2ª séries com redução de R$ 153 milhões do endividamento. Na prática, a recomposição da base via conversão explica o salto de participação da SPX e reforça o eixo “menos dívida, mais previsibilidade”, ao trocar passivo oneroso por patrimônio e aliviar a despesa financeira para 2026. Para investidores, o dado-chave é que o aumento de participação decorre de uma etapa predefinida do cronograma de equitização, e não de compras em mercado, o que tende a reduzir leituras de pressão técnica de curto prazo.
Além disso, o avanço da SPX ocorre sob salvaguardas previamente negociadas para estabilizar o papel durante a janela de conversões e rearranjo societário. Em 29/12, a Toky firmou com fundos geridos pela SPX travas à transferência, à conversão e à venda de ações recebidas por conversão, bem como compromissos sobre a 2ª série, conforme os compromissos de lock-up firmados em 29/12 com fundos da SPX. Esse arranjo reduz risco de sobreoferta em bolsa até a conclusão de marcos estruturantes e alinha incentivos entre credores-acionistas e a companhia. Também preserva a previsibilidade do cronograma de execução (funding já fechado, conversões concluídas, próxima etapa operacional), algo crítico quando a tese depende de menor alavancagem, curva de despesa financeira em queda e margens operacionais mais limpas.
O redesenho do capital, do qual a SPX é um vetor relevante, se soma à entrada de outros investidores via conversão, sinalizando formação de um bloco estável para a nova fase. Dias atrás, FIPs sob gestão da DSK Capital passaram a deter 41.998.702 ON (cerca de 19,4% do capital pós-conversões), movimento também decorrente da troca de dívida por ações — etapa descrita na entrada dos FIPs TKM e DeLorean via conversão, com 19,4% do capital pós-conversões. Em conjunto, esses capítulos reforçam a continuidade estratégica: equitização concluída, base acionária reorganizada com âncoras de longo prazo e expectativa de 2026 com menor volatilidade societária, estrutura de capital simplificada e foco em captura de eficiência operacional.







