Casas Bahia (BHIA3) aprovou, em 31 de dezembro de 2025, aumento de capital de R$ 1.031.892.588,44 decorrente da conversão de 278.138.164 debêntures da 3ª série da 11ª emissão em igual número de ações ordinárias. O capital social passou a R$ 7.108.560.498,39, dividido em 932.016.562 ações, ante R$ 7.098.241.572,51 e 653.878.398 ações antes da operação. A conversão foi na proporção de 1 ação por debênture, com R$ 10.318.925,88 indo à conta de capital social e o restante à reserva de capital. As novas ações são nominativas, escriturais, sem valor nominal e com os mesmos direitos, e a operação ocorreu com exclusão do direito de preferência, conforme a Lei das S.A. e a Escritura de Emissão.
Este movimento consolida a trilha de equitização prevista no plano de transformação da estrutura de capital: a liquidez em ações decorrente das conversões reduz dívida e reforça patrimônio, ainda que com diluição para quem não aderiu às janelas. A decisão dialoga diretamente com a liquidação da 11ª emissão e o reperfilamento da 10ª, que abriram o trilho de equitização e reduziram alavancagem. Ao converter debêntures da 3ª série (facultativa), a companhia dá sequência ao desenho de liability management que combinou alongamento do passivo e conversões ordenadas, diminuindo risco de refinanciamento, suavizando o custo financeiro e preparando uma base de capital mais leve para 2026/2027.
Estruturalmente, a operação de hoje executa termos já delineados publicamente — inclusive preço de referência e cronograma de conversões —, mantendo a lógica de priorizar o desalavancamento via equitização gradual. É a materialização do protocolo da 11ª emissão que fixou o preço de conversão em R$ 3,71 e previu janelas/lock-ups, no qual as séries conversíveis foram desenhadas para criar um trilho previsível de redução de dívida, com prioridade e regras claras para os acionistas. A exclusão do direito de preferência no aumento atual não altera esse racional: trata-se do mecanismo típico de conversão previsto na Escritura, que transforma passivo em capital sem consumo adicional de caixa, mantendo o foco em disciplina financeira e execução comercial.
Em termos de trajetória, o passo atual contrasta com o retrato recente de pressão do resultado financeiro. Diferentemente do observado no 3T25 — quando a empresa ainda convivia com custo do dinheiro elevado e alavancagem maior —, as conversões e os alongamentos vêm normalizando a estrutura de capital, criando folga de liquidez e aliviando despesas financeiras futuras. Esse contraste fica evidente frente à pressão do resultado financeiro e a dívida líquida/EBITDA de 1,9x no 3T25, reforçando que a equitização decorrente das debêntures conversíveis é peça central da virada, ao lado de iniciativas operacionais e de monetização de ativos.







