SLC Agrícola aprovou, em AGE, bonificação de 12,5% com capitalização de R$ 914,16 milhões da Reserva de Expansão, elevando o capital social para R$ 2,93 bilhões. Serão emitidas 55.416.214 ações ON, na proporção de 1 nova para cada 8 detidas na data da AGE. As ações passam a negociar ex-direito em 02/01/2026; frações serão agrupadas e vendidas em leilão, com repasse proporcional aos investidores. Para fins de custo contábil/fiscal, foi atribuído valor de R$ 16,4962 por ação bonificada. Tesouraria e ADRs também recebem a bonificação, mantendo o efeito pro rata para todos os detentores.
Na prática, a bonificação redistribui capital já existente, sem saída de caixa e sem diluição econômica: o investidor mantém sua participação relativa, mas o número de ações aumenta e, em geral, o preço por ação é rebaseado. O movimento contrasta com o pagamento de JCP no encerramento de 2025 e a calibragem entre eficiência fiscal e preservação de caixa, quando a companhia optou por remuneração em dinheiro. Aqui, a mensagem é de reforço do patrimônio contábil e de manutenção de liquidez para a virada de safra, ao mesmo tempo em que ajusta o custo fiscal das novas ações (R$ 16,4962) e organiza os efeitos práticos — frações serão leiloadas e o papel negocia ex-direito a partir de 02/01/2026.
Em termos de engenharia de capital, a bonificação consolida o fio condutor de 2025: reduzir pressão de caixa no curto prazo, alongar o passivo e preservar a capacidade de investimento. Essa arquitetura foi explicitada com a emissão de CRA isento e maior duration, combinada a recompra oportunística e ao pré-funding da safra — elementos detalhados na arquitetura de capital apresentada no 3T25 — alongamento da dívida com CRA 2033 e programa de recompra.
Do lado estratégico, o reforço do capital por bonificação dialoga com a expansão asset light baseada em contratos longos e irrigação. A Reserva de Expansão capitalizada tem magnitude compatível com compromissos de médio prazo e ajuda a sustentar projetos multianuais sem pressionar caixa, movimento que se conecta diretamente aos acordos com FIPs do BTG para criar SPEs e expandir irrigação sob parceria rural de 18 anos, que garantem acesso à terra com disciplina de capital.







