A SLC Agrícola (SLCE3) reportou no 3T25 avanço de 27,9% na receita líquida, para R$ 2,09 bilhões, com recordes de volume e faturamento no trimestre e no acumulado do ano, impulsionados por maiores embarques de soja e milho e pela consolidação da Sierentz Agro Brasil a partir de 1º/07. Apesar do prejuízo líquido de R$ 14,5 milhões no trimestre, o 9M25 fechou com lucro de R$ 636,0 milhões e EBITDA ajustado de R$ 2,03 bilhões. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 566,9 milhões no 3T25 e negativo em R$ 1,48 bilhão no 9M25, refletindo investimentos e dividendos. A dívida líquida ajustada somou R$ 6,2 bilhões, com alavancagem de 2,34x e duration de 1.168 dias (31% curto, 69% longo) — evolução coerente com o alongamento do passivo e o pré-funding do ciclo, movimento ancorado pelo bookbuilding do CRA de R$ 900 milhões a CDI+0,40% para alongar a dívida e pré-fundear o ciclo 2025/26.
No mesmo comunicado, a companhia anunciou acordo com FIPs administrados pelo BTG Pactual para criação de SPEs (50,01% SLC e 49,99% FIPs) que comprarão 21.471 ha agricultáveis da Fazenda Paladino e firmarão parceria rural com a SLC Agrícola e a SLC Mit. O modelo prevê remuneração equivalente a ~19% da produção por 18 anos (com prorrogações automáticas), preservando acesso de longo prazo à terra sem pressionar o balanço. O movimento dá continuidade à estratégia asset light e de expansão escalável já explicitada na projeção de 836 mil hectares para 2025/26 e consolidação do modelo asset light com 61% da área via JVs/arrendamentos. Operacionalmente, a safra 2025/26 inicia com 835,7 mil ha estimados (+13,6% vs. 2024/25); até 04/11, 62,3% da soja estava semeada, com fixações de 60,2% (soja, incluindo compromissos), 18,6% (milho) e 27,2% (algodão). A empresa ainda aprovou programa de recompra de 10 milhões de ações e detalhou marcos de irrigação: concluir a expansão na Fazenda Piratini até 2026 (13.204 ha irrigados) e implementar o projeto da Fazenda Paladino entre 2028 e 2030, sujeito a licenças e energia.
Em paralelo, a SLC amarra produtividade, eficiência hídrica e governança de dados, reforçando o backbone para MRV de carbono e acesso a mercados. Essa camada ESG-tecnologia dialoga com a agenda de irrigação e com a integração da Sierentz, e consolida métricas auditáveis que podem influenciar mix de culturas, contratos e custo de capital — desdobrando a maior operação de mensuração de carbono do agro brasileiro e o uso de agricultura digital com ROI de R$ 11 para R$ 1. Com receitas em alta, passivo alongado, parcerias de longo prazo em terra e avanço em irrigação e dados, o 3T25 funciona como capítulo de execução: monetiza volume, reforça a arquitetura de capital e prepara a próxima safra sob um arcabouço asset light e de sustentabilidade integrada. A videoconferência de resultados ocorre em 7/11, às 10h (Brasília).







