A PetroReconcavo (RECV3) liquidou financeiramente, em 29 de dezembro de 2025, sua 4ª emissão de debêntures simples (quirografárias), total de R$ 750 milhões, em duas séries. A 1ª, combinada a swaps, passa a ter custo médio dolarizado de 4,80% ao ano e duration de 6,5 anos; a 2ª permanece a IPCA + 7,2833% ao ano, com duration de 9 anos. A oferta é pública, sob rito de registro automático da Resolução CVM 160, destinada a investidores profissionais, com benefício da Lei 12.431. Os recursos reforçam caixa para pagamento futuro e/ou reembolso de gastos, dívidas e CAPEX do projeto prioritário de exploração, desenvolvimento e produção de gás natural associado nos Polos Bahia e Potiguar.
Com a liquidação, a companhia conclui o ciclo de estruturação desta captação e dá continuidade a um desenho financeiro que casa duração da dívida com o ciclo do gás. O movimento sucede a aprovação da 4ª emissão de debêntures e o casamento do funding com o ciclo de gás (18/12), quando foram definidos prazos de 7 e 10 anos, a destinação dos recursos e o enquadramento na Lei 12.431, ancorando a fase de repressurização e de integração de infraestrutura que exige previsibilidade de caixa.
Em seguida, na semana passada, o bookbuilding da 4ª emissão fixou as taxas das duas séries e confirmou o rito automático da CVM 160 sob o selo 12.431, estabelecendo as balizas de custo que agora, com os swaps, resultam em custo médio dolarizado de 4,80% a.a. na 1ª série e indexador IPCA + 7,2833% a.a. na 2ª. A dolarização via derivativos e o alongamento de duration mitigam risco de refinanciamento e suavizam a volatilidade de caixa durante a execução do projeto prioritário de gás, em linha com a fotografia de crédito e de disciplina reconhecida na afirmação do rating AA.br pela Moody’s Local Brasil, que destacou eficiência operacional, verticalização e dívida dolarizada. Em conjunto, a operação preserva alavancagem sob controle e reforça a previsibilidade de fluxo em anos sem grandes vencimentos de principal.
Além de financiar CAPEX e reembolsos elegíveis, o alongamento do passivo dialoga com a política de alocação de capital que busca suavizar saídas de caixa enquanto a companhia atravessa a fase de repressurização e integração do midstream. Essa coerência ficou explícita no cronograma de remuneração ao acionista, com a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos escalonada para 2026–2028, que evita picos de desembolso e mantém a flexibilidade financeira durante a maturação do ciclo de gás.







