Salvador, 18 de dezembro de 2025 — A PetroReconcavo (RECV3) aprovou a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 1,023968 por ação ordinária (excluídas as ações em tesouraria). Terão direito os acionistas posicionados ao fim do pregão de 08/01/2026; as ações serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 09/01/2026. O pagamento seguirá a Lei nº 15.270/2025, em três parcelas iguais de R$ 100 milhões (R$ 0,341323/ação) em dezembro de 2026, 2027 e 2028, sem atualização monetária ou juros. O valor por ação poderá ser ajustado por exercícios de opções/tesouraria, e o montante será imputado ao dividendo obrigatório do exercício encerrado em 31/12/2025. As datas efetivas de cada parcela serão comunicadas oportunamente.

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Ao escalonar o pagamento ao longo de três anos, a companhia suaviza a saída de caixa e alinha remuneração ao acionista com seu ciclo de investimentos em repressurização, integridade e completions, preservando flexibilidade financeira. Este movimento dá continuidade à estratégia explicitada na apresentação institucional do 9M25, que estruturou hedge para 2026, alongamento da dívida e estabilização de platôs, conectando proteção de preço/câmbio e novas rotas de monetização a uma trajetória de menor volatilidade operacional e financeira. Assim, o payout multi-anual reforça a coerência entre previsibilidade de caixa e disciplina de capital, sem comprometer o CAPEX crítico do período.

Adicionalmente, a decisão é consistente com a fotografia de risco reconhecida externamente. A afirmação do rating AA.br pela Moody’s Local Brasil, que destacou disciplina financeira, liquidez robusta e integração do midstream, sinalizou que a combinação de baixa alavancagem, rotas alternativas para o óleo (Pecém) e maior governança no gás (RN) sustenta margens mais estáveis. Nesse contexto, programar dividendos para 2026–2028 mantém o equilíbrio entre retorno ao acionista e a manutenção de um colchão de liquidez para atravessar janelas de manutenção e a fase de repressurização, reforçando a previsibilidade do ciclo de caixa.

Por fim, o anúncio dialoga com a governança de alocação de capital que entra em vigor na virada do ano. A reorganização da Diretoria a partir de 1º de janeiro de 2026, com M&A, Planejamento e Alocação de Capital sob o VP Financeiro e de RI e a separação entre Operações e Desenvolvimento de Portfólio, tende a acelerar decisões e calibrar o balanço entre crescimento e distribuição. Em outras palavras, o cronograma de dividendos consolida a estratégia iniciada em 2025: previsibilidade de caixa, disciplina na alocação e execução operacional voltada à estabilização de platôs, agora ancoradas por uma política de remuneração aderente ao ciclo de investimentos.

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