Em 18 de dezembro de 2025, a PetroReconcavo aprovou a 4ª emissão de debêntures simples, não conversíveis e quirografárias, por oferta pública destinada exclusivamente a investidores profissionais, totalizando R$ 750 milhões em duas séries incentivadas pela Lei 12.431 (R$ 525 milhões com prazo de 7 anos, vencimento em 15/12/2032; e R$ 225 milhões com prazo de 10 anos, vencimento em 15/12/2035). A oferta seguirá o rito de registro automático da Resolução CVM 160, em observância à Resolução CVM 44. Os recursos reforçarão o caixa e servirão para pagamentos futuros e reembolso de gastos e dívidas (inclusive CAPEX) do projeto prioritário de exploração, desenvolvimento e produção de gás associado nos polos Bahia e Potiguar, com elegibilidade para itens incorridos nos últimos 36 meses. Este movimento consolida a estratégia de alongar o perfil da dívida e casar funding com o ciclo de investimentos em repressurização e infraestrutura, já organizada na apresentação institucional do 9M25, que detalhou a 3ª debênture, hedge e o alongamento da dívida para sustentar o ciclo de investimentos.

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Na mesma data, a Moody’s Local Brasil atribuiu rating AA.br à emissão, ancorada no histórico de disciplina financeira da companhia e na política de manter a alavancagem líquida consistentemente abaixo de 1,5x. A estrutura incentivada da Lei 12.431 tende a reduzir o custo efetivo após impostos e a ampliar a previsibilidade de caixa ao longo dos vencimentos de 2032 e 2035, justamente enquanto a empresa atravessa a fase de repressurização e captura ganhos da integração de midstream e das novas rotas logísticas. O reconhecimento de crédito dialoga com a trajetória já validada externamente, conforme a afirmação do rating AA.br pela Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável, que ressaltou eficiência, verticalização e baixa alavancagem, reforçando que a combinação de hedge, infraestrutura integrada e passivo alongado reduz a sensibilidade a choques de preço e câmbio.

Do ponto de vista de alocação de capital, a 4ª emissão de debêntures dá continuidade à lógica de suavizar saídas de caixa e preservar flexibilidade enquanto o projeto prioritário de gás avança. A decisão alinha-se a uma abordagem que privilegia previsibilidade de caixa, disciplina de alavancagem e execução operacional voltada à estabilização de platôs, sem comprometer CAPEX crítico em integridade, injeção e completions. Não por acaso, no mesmo dia a companhia aprovou um cronograma de remuneração ao acionista que evita picos de desembolso, reforçando a coerência entre funding de longo prazo e retorno gradual, como visto na distribuição de R$ 300 milhões em dividendos escalonada para 2026–2028. Em conjunto, os movimentos desenham uma narrativa consistente: financiar o ciclo de gás com instrumentos de longo prazo incentivados e entregar previsibilidade ao acionista, sustentada por governança e solvência reconhecidas por rating.

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