Nesta terça-feira, 23/12/2025, a PetroReconcavo concluiu o bookbuilding da 4ª emissão de debêntures simples, não conversíveis e quirografárias, total de R$ 750 milhões, em duas séries (R$ 525 milhões e R$ 225 milhões), com juros de 7,4564% a.a. e 7,2833% a.a. (base 252), respectivamente. São 750.000 títulos de R$ 1.000, com data de emissão em 15/12/2025; a oferta seguiu o rito automático da Resolução CVM 160, destinada a investidores profissionais, com dispensa de prospecto e lâmina, e usufrui do benefício tributário da Lei 12.431. A emissão recebeu rating AA.br pela Moody’s Local BR, conta com XP como coordenador líder (ao lado de BTG e Itaú BBA), e terá restrições de revenda conforme a regulação. Este movimento consolida a estratégia iniciada na aprovação da 4ª emissão e o direcionamento dos recursos ao projeto prioritário de gás, com prazos de 7 e 10 anos para alongar o passivo.

Continua após o anúncio

Do ponto de vista de custo e risco, as taxas definidas no bookbuilding, combinadas ao incentivo fiscal da Lei 12.431, tendem a reduzir o custo efetivo após impostos e a ampliar a previsibilidade de caixa nos vencimentos de 2032 e 2035. O selo AA.br atribuído à emissão dialoga com a trajetória de disciplina e liquidez já reconhecida anteriormente, sustentada por alavancagem baixa, integração de midstream e forte cobertura de juros. Esse enquadramento de crédito é consistente com a afirmação do rating AA.br pela Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável e ênfase em eficiência, verticalização e baixa alavancagem, reforçando que a companhia vem usando o mercado de capitais para alongar duration e reduzir risco de refinanciamento, enquanto protege parte de 2026 via hedge e mantém investimentos críticos em integridade, injeção e completions.

A oferta, registrada automaticamente sem análise prévia da CVM ou da ANBIMA, também revela execução ágil e coerente com a política de alocação de capital: capta-se em instrumentos de longo prazo para casar funding com o ciclo de gás e, simultaneamente, organiza-se a remuneração do acionista de modo previsível. Dias antes, o conselho definiu um cronograma de pagamentos plurianual que evita picos de desembolso e preserva liquidez durante a fase de repressurização e integração de infraestrutura. Esse desenho conecta endividamento de longo prazo, estabilidade operacional e retorno gradual ao acionista, como explicitado na distribuição de R$ 300 milhões em dividendos escalonada para 2026–2028, e sustenta a narrativa de menor volatilidade e maior resiliência no caixa ao longo dos próximos anos.

Publicidade
Tags:
PetroReconcavoRECV3