O Banco Pine aprovou nesta sexta-feira, 26/12/2025, a distribuição de juros sobre capital próprio de R$ 23,7 milhões (R$ 0,1022642 por ação ON e PN) e dividendos de R$ 6,3 milhões (R$ 0,0271841 por ação ON e PN). O pagamento ocorrerá em 17/01/2026, considerando a posição de 08/01/2026; a partir de 09/01/2026 (inclusive), as ações passam a ser negociadas ex-direitos. O Conselho Fiscal emitiu parecer favorável na mesma data e o crédito será processado pelo BTG Pactual, via escrituração/Corretoras da B3.
Este anúncio reforça a política de devolver capital ao acionista em paralelo ao ciclo de crescimento com risco controlado. A combinação de proventos e reforço primário já havia sido apresentada nos resultados do 3T25, que conectaram o pacote de JCP e o aumento de capital à estratégia de expansão com ROAE acima de 30%, ancorada em varejo colateralizado, liquidez robusta e disciplina de capital. Ao manter a remuneração mesmo em fase de expansão e ajustes regulatórios, o banco sustenta a narrativa de previsibilidade: usa proventos como parte de uma engenharia em camadas, mitigando diluição e preservando Basileia, ao mesmo tempo em que financia originação nas frentes de maior retorno ajustado ao risco.
O calendário anunciado também dialoga com marcos societários de virada de ano. A ex‑data em 09/01/2026 sucede a homologação do Bacen que concluiu o rito do aumento de capital e liberou o crédito das ações e a negociação dos bônus em 05/01/2026, preservando a cadência de janelas seriadas, direito de preferência e previsibilidade para o investidor. Essa sincronia reduz a dependência de janelas de mercado, suaviza oscilações no número de ações em circulação e facilita a conciliação entre conversões, distribuição de proventos e eficiência do balanço, mantendo clareza sobre datas de corte e elegibilidade.
Estratégia de capital e execução comercial seguem alinhadas. A remuneração anunciada hoje se encaixa no arranjo que recicla recursos e foca em canais de maior captura de valor — movimento evidenciado pela rotação de ativos que elevou a participação na AmigoZ e trouxe R$ 100 milhões em caixa. Ao reforçar um canal digital-chave e ao mesmo tempo devolver capital, o Pine amplia a capacidade de originação própria, melhora o pricing de risco e preserva folga de liquidez, compondo um mesmo enredo: crescer onde o retorno é superior sem abrir mão de previsibilidade e de uma política de proventos consistente.







