O Banco Pine reportou lucro líquido de R$ 103,6 milhões no 3T25 e de R$ 260,1 milhões em 9M25. O ROAE atingiu 34,3% no trimestre e 28,0% no acumulado, com alta de 61% do lucro vs 3T24 e de 36% em 9M25 vs 9M24; o ROAE avançou 12,1 p.p. e 5,1 p.p., respectivamente. Em setembro, a carteira de crédito somou R$ 17,0 bilhões (+25% a/a), o funding alcançou R$ 20,4 bilhões (+28% a/a) e o patrimônio de referência chegou a R$ 1,9 bilhão (+21% a/a), com Basileia de 13,7% (Nível I de 10,1%). A inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,3%. No varejo colateralizado, houve maior diversificação e início do consignado privado: a carteira de cartões consignados superou R$ 790 milhões, com 125 mil clientes e originação própria +292% a/a; o consignado privado 100% digital já possui mais de 1 milhão de clientes. No atacado, destaque para operações estruturadas com garantias; a mesa de clientes negociou R$ 22,1 bilhões em derivativos e R$ 16,8 bilhões em câmbio, enquanto o mercado de capitais somou R$ 3,0 bilhões em emissões/estruturações no 9M25 (debêntures financeiras e FIDC lastreados em CCBs com consignação). Em gestão de passivos, GAP positivo de 3,3 meses, caixa livre de R$ 2,7 bilhões, LCR de 226% e NSFR de 152%; o índice de eficiência foi de 28,2% no 3T25 e 32,1% em 9M25; ratings Moody’s A e S&P brA+.

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Os números consolidam a virada operacional baseada em crescimento com risco controlado e receitas mais diversificadas. O reconhecimento externo veio com o rating elevado pela S&P para brA+ com perspectiva estável, embasado justamente pela recorrência de rentabilidade, expansão do consignado e disciplina de capital. A aceleração da carteira colateralizada e o lançamento do consignado privado 100% digital expandem o escopo endereçável e sustentam spreads, enquanto a mesa de clientes e as emissões estruturadas no atacado adicionam fontes de receita com menor consumo de capital. Essa combinação ajuda a explicar um ROAE acima de 30% no trimestre, com inadimplência contida e liquidez robusta, elementos que aumentam a resiliência frente ao impacto regulatório estimado da Resolução 4.966 no capital.

A entrega financeira também reflete uma engenharia de capital em camadas. Em outubro, o banco aprovou um pacote de JCP e aumento de capital que permite reforçar o balanço a preço pré-definido, com direito de preferência e bônus de subscrição escalonados entre 2026 e 2029, ao mesmo tempo em que remunera o acionista. A possibilidade de integralizar com o crédito líquido do JCP, somada ao compromisso de subscrição e ao uso tático de recompra, mitiga diluição, preserva a eficiência e dá previsibilidade ao cronograma societário. Esse arranjo é particularmente relevante em um ciclo de forte crescimento do crédito e funding, pois reduz a dependência de janelas de mercado, sustenta a originação nas frentes mais rentáveis e mantém o índice de Basileia confortável mesmo após ajustes regulatórios. A continuidade do programa em janelas seriadas reforça a governança e a cadência de execução — algo evidenciado pela abertura do 4º período de exercício dos bônus da série de 2024 em dezembro, que dilui conversões no tempo e ancora a expansão com disciplina.

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