Na AGE de 24 de dezembro de 2025, a Grendene aprovou a distribuição de dividendos extraordinários de R$ 979.984.508,10 (R$ 1,086264641 por ação), a serem pagos em quatro parcelas ao longo de 2026: R$ 400 milhões em 14/01, R$ 200 milhões em 18/03, R$ 200 milhões em 10/06 e R$ 179,98 milhões em 09/09, todas com base nas demonstrações até 30/09 e nos balancetes de outubro e novembro de 2025. Terão direito os acionistas registrados em 26/12/2025 (data de corte), com ações ex-dividendo a partir de 29/12/2025. Os créditos serão processados pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, conforme cadastro dos investidores, com orientações específicas para regularização de dados antes do pagamento.
A aprovação consolida a estratégia previamente sinalizada na convocação da AGE de 24/12 para capitalização de reservas e dividendo extraordinário de R$ 980 milhões, ao monetizar incentivos fiscais acumulados sem emissão de novas ações e escalonar a saída de caixa. O desenho em quatro parcelas dá visibilidade de recebimento ao investidor e suaviza picos de desembolso em 2026, preservando liquidez e disciplina de alocação. Além disso, o uso de demonstrações e balancetes recentes reforça a aderência regulatória e a robustez do lastro, enquanto a referência aos prazos operacionais e de liquidação ajuda a reduzir ruídos no encerramento do exercício social.
O movimento também dá continuidade à cadência de remuneração construída ao longo de 2025, quando a companhia combinou JCP e dividendos para manter previsibilidade, mesmo em ambiente operacional mais apertado. Essa rota ficou clara na 4ª distribuição antecipada de 2025 aprovada em 2/12, que organizou o calendário de proventos antes da virada do ano e sinalizou compromisso com payout faseado. Em paralelo, a empresa vem demonstrando cuidado processual ao ajustar datas de liquidação para compatibilizar com a agenda da B3 e concentrar decisões societárias em janelas apropriadas, como ilustra a retificação do pagamento dos intercalares para 26/12, medida que separou o crédito financeiro do dia da assembleia e reduziu riscos operacionais típicos de fim de ano, preservando a sequência de eventos e a clareza para o mercado.
No pano de fundo, a companhia atravessou 2025 com margens comprimidas, maior valor por par e peso crescente do mercado externo, apoiando a decisão de devolver caixa com base em reservas e em resultado financeiro robusto, sem pressionar a estrutura de capital. Os resultados do 3T25, com queda de margens e maior peso do exterior já indicavam essa combinação de resiliência comercial e disciplina financeira. Ao somar um dividendo extraordinário escalonado a mecanismos recorrentes de remuneração e à simplificação societária no exterior, a Grendene cria um trilho de previsibilidade para 2026 que equilibra retorno ao acionista e flexibilidade para atravessar um ciclo ainda desafiador.







