Na quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Grendene (GRND3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 102,1 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 9,9% em relação ao 1T25. O lucro líquido ajustado somou R$ 122,1 mi, recuo de 23,6% na mesma comparação.
No 1T26, a receita líquida de vendas alcançou R$ 533,8 mi, redução de 5,3% frente aos R$ 563,8 mi do 1T25, enquanto o volume total vendido foi de 25,7 milhões de pares, alta de 1,6%. A receita líquida por par caiu 6,8%, para R$ 20,78, influenciada por maior participação de categorias de menor preço e por mais descontos concedidos.
O lucro bruto totalizou R$ 230,1 mi, com margem bruta de 43,1%, queda de 3,6 pontos percentuais ante o 1T25, devido à menor receita por par e ao maior peso relativo dos custos industriais. O custo dos produtos vendidos foi de R$ 303,8 mi, alta de 1,2%, passando a representar 56,9% da receita líquida. As despesas operacionais reportadas caíram 12,6%, para R$ 188,5 mi, enquanto as despesas operacionais ajustadas ficaram praticamente estáveis em R$ 151,1 mi.
O EBIT (lucro operacional antes dos efeitos financeiros e impostos) atingiu R$ 41,6 mi, com margem de 7,8%. O EBIT ajustado foi de R$ 59,1 mi, queda de 38,8% em relação ao 1T25, com margem ajustada de 11,9%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 66,2 mi, recuo de 10%, enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 83,7 mi, queda de 31,6%.
No período, o resultado financeiro líquido contábil foi positivo em R$ 73,1 mi, 17% abaixo do 1T25; na visão ajustada, ficou em R$ 74,7 mi, impactado principalmente pelo menor saldo médio de caixa e aplicações financeiras após pagamento de dividendos extraordinários no fim de 2025. A companhia gerou R$ 253,3 mi em caixa operacional e investiu R$ 17,3 mi em imobilizado e intangível, enquanto o caixa líquido encerrou 31/03/2026 em R$ 1,1 bi, queda de 24% em relação a 31/12/2025.








