Em 23 de dezembro de 2025, a Orizon concluiu o bookbuilding e o fixing da 6ª emissão de debêntures simples, quirografárias, com garantia fidejussória, em série única, no montante de R$ 200 milhões. A remuneração incidirá sobre o valor nominal atualizado, composta por taxa base de 7,9283% a.a. (base 252) e, se aplicável, sobretaxa atrelada ao rating vigente. O fixing referenciou a TIR do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 apurada pela ANBIMA em 22/12/2025. A emissão recebeu rating brAA+ da S&P, destina-se exclusivamente a investidores profissionais, foi registrada automaticamente sob a Resolução CVM 160, conta com JGP como coordenador líder, Vórtx como agente fiduciário e Orizon Meio Ambiente S.A. como fiadora, e usufrui do benefício fiscal da Lei 12.431 com alocação obrigatória em projeto elegível.

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Estratégicamente, a operação consolida a disciplina de capital e o redesenho de passivos priorizados desde os pico de capex, otimização da dívida e aceleração do biometano detalhados no 3T25. Ao precificar a partir da curva real (Tesouro IPCA+) e vincular parte do prêmio ao rating, a companhia reforça o alinhamento entre custo de capital e risco de crédito, migra o mix para instrumentos de prazo mais longo e sinaliza coerência com um ciclo de investimentos intensivo. A permissão de alocação para pessoas vinculadas na ausência de excesso de demanda superior a um terço e o rito automático da CVM 160 indicam execução ágil, preservando governança via fiadora e agente fiduciário, ao mesmo tempo em que o benefício 12.431 direciona o funding a capex de infraestrutura com perfil de caixa de longo prazo.

No pilar de funding de projetos, a Orizon vem casando prazos de dívida com a geração dos ativos e reduzindo riscos de execução e refinanciamento. Isso se materializa na combinação de instrumentos de mercado com crédito de longo prazo, favorecendo a estabilidade durante a rampa operacional e mitigando a volatilidade financeira do ciclo de obras. Em biometano, esse desenho ficou explícito no financiamento do BNDES para Paulínia que alongou o passivo e substituiu o empréstimo‑ponte, reduzindo custo e aderindo o cronograma de amortização ao fluxo do ativo, movimento que dialoga com o uso incentivado das debêntures para projetos elegíveis sob a Lei 12.431.

Além do encaixe financeiro, a nova emissão sustenta a expansão da plataforma combinada, que elevou escala e pipeline de Transição Energética e Gestão Integrada de resíduos. A ampliação do perímetro operacional exige capital paciente e previsível para acelerar projetos de biometano, monetização de créditos de carbono e ganhos de eficiência nos ecoparques. Nesse sentido, o reforço do caixa de longo prazo é peça-chave para capturar sinergias, manter a alavancagem sob controle e dar fluidez à integração societária decorrente do Acordo de Associação para incorporar a Holding Vital, criando um trilho de financiamento compatível com a ambição industrial e o cronograma de investimentos.

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