A Orizon (49%) informou que a Biometano Verde Paulínia S.A., sua joint venture com a Edge (51%), assinou financiamento de R$ 449,7 milhões com o BNDES para o projeto de biometano no Ecoparque de Paulínia. O prazo é de 16 anos (vencimento em 15/09/2041), com 80% dos recursos do Fundo Clima e 20% da linha FINEM. O primeiro desembolso, de R$ 242,5 milhões em 17/12/2025, será usado para quitar integralmente o empréstimo‑ponte que vence em 31/12/2025. O alongamento do passivo e a substituição do bridge por funding estruturado reforçam a disciplina financeira, em linha com o 3T25, quando a companhia detalhou pico de capex, otimização da dívida e a aceleração do biometano. A companhia destacou que a obra está em estágio avançado, dentro do orçamento e do cronograma, o que reduz risco de execução e favorece a entrada em operação com custo de capital competitivo.
Além de destravar a rampa de Paulínia, o financiamento consolida o papel do biometano como vetor central da tese de Transição Energética da plataforma combinada da Orizon. Esse posicionamento foi explicitado no Acordo de Associação para incorporar a Holding Vital, que elevou o pilar de biometano com uma planta em operação, outra em construção e pipeline relevante, criando escala e previsibilidade para capturar sinergias entre Ecoparques e monetização de créditos de carbono. Ao casar prazo e amortização do BNDES ao ciclo de geração de caixa do ativo, a companhia tende a reduzir a volatilidade financeira durante a rampa e a preservar alavancagem, enquanto integra originação e contratos de gestão integrada que abastecem o projeto.
Num contexto de múltiplos projetos, JVs e integração societária, a execução de obras e a negociação com credores exigem trilhos de governança claros para decisões técnicas e alocação de capital. Essa base foi reforçada pela Política de Conflito de Interesse e Relacionamentos (agosto/25), que fortalece decisões isentas em ciclos de expansão e financiamento, contribuindo para a confiança de financiadores como o BNDES e para a captura disciplinada das sinergias operacionais previstas. Em síntese, o BNDES em Paulínia é um passo coerente com a estratégia de alongar passivos, acelerar o biometano e sustentar margens estruturais mais altas, mantendo execução dentro de prazo e orçamento.







