Em 22 de dezembro de 2025, a RaiaDrogasil (RADL3) informou que a AGE aprovou aumento de capital de R$ 750 milhões por capitalização de reservas de lucros, com emissão de 34.360.144 ações ordinárias e bonificação de 1 nova para cada 50 existentes. Têm direito os acionistas na base ao fim do pregão de hoje; a partir de 23/12/2025 as ações passam a ser negociadas ex-bonificação. O crédito dos papéis ocorrerá em 26/12 e as posições atualizadas serão visíveis a partir de 29/12. O custo atribuído às ações bonificadas será de R$ 21,827615157841 por ação, conforme a Lei 9.249/95. A bonificação será exclusivamente em números inteiros; transferências de bônus poderão ser feitas de 29/12/2025 a 28/01/2026 e, após esse período, frações serão agrupadas e vendidas na B3, com repasse do líquido aos titulares. O anúncio formaliza a continuidade do processo iniciado com a proposta de aumento de capital e bonificação apresentada em 1º de dezembro.
Do ponto de vista estratégico, capitalizar reservas evita saída de caixa, amplia a base acionária e a liquidez sem diluir economicamente a participação, ao mesmo tempo em que preserva recursos para a agenda 2026 — incluindo o plano de 330–350 aberturas, novos CDs e avanço do ecossistema digital — com foco em produtividade e proximidade. Esse passo consolida diretrizes de disciplina de capital e escala operacional debatidas no Investor Day 2025, que detalhou CAPEX, diluição estrutural de G&A e a conexão da bonificação à expansão prevista para 2026.
Nessa linha, a aprovação da bonificação sucede a decisão de remuneração ao acionista tomada na mesma janela, reforçando o equilíbrio entre crescimento e retorno. A empresa tem utilizado o calendário de proventos para suavizar impactos fiscais e preservar flexibilidade de caixa, prática coerente com a manutenção de investimentos em expansão, digital e logística, sem abrir mão de retorno recorrente ao investidor de longo prazo; nesse contexto, é relevante lembrar os proventos aprovados no início de dezembro (JCP e dividendos). Para o investidor, o calendário é claro: base em 22/12, negociação ex-bonificação a partir de 23/12, crédito em 26/12 e tratamento posterior de frações com venda das sobras.
Por fim, a base financeira que sustenta esse movimento foi evidenciada nos resultados recentes: crescimento do varejo acima de inflação e CMED, diluição de despesas gerais e alavancagem estável, com geração de caixa que permitiu financiar expansão enquanto remunerava o acionista. Esse pano de fundo ficou explícito no resultado do 3T25, que evidenciou geração de caixa robusta e alavancagem controlada em 1,1x, conectando eficiência operacional, disciplina de capital e uma agenda de expansão que a bonificação agora reforça.







