Nesta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, a ISA Energia anunciou o início da operação comercial do sistema FACTS do tipo M-SSSC, tecnologia inédita no Brasil para redirecionar fluxo de energia e mitigar congestionamentos em linhas de transmissão. Na 1ª etapa, três módulos temporários foram instalados na subestação de Ribeirão Preto (SP), com CAPEX autorizado de R$ 75 milhões e RAP estimada de ~R$ 12 milhões no ciclo 2025/26. O reforço, aprovado pela ANEEL em setembro de 2024 e desenvolvido com EPE e ONS, antecipa ganhos de eficiência da Concessão Paulista (contrato 059/2001) e prepara a transferência permanente do sistema para Votuporanga e São José do Rio Preto a partir de 2027 (CAPEX adicional de R$ 15 milhões). A adoção de soluções avançadas em um eixo crítico do SIN dialoga com a modernização tecnológica em São Paulo e com a captura de RAP de altíssima margem, como já evidenciado no início da operação comercial do IE Riacho Grande, cinco meses antes do prazo, com RAP de R$ 93,1 milhões e monitoramento em tempo real.

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Este movimento consolida a estratégia de acelerar entregas e destravar valor com projetos de reforço que aumentam a disponibilidade da rede e a previsibilidade de caixa. Embora a RAP incremental desta 1ª etapa seja modesta frente ao portfólio, o impacto sistêmico e a velocidade de implementação reforçam a tese de execução como principal alavanca de crescimento regulado e de resiliência operacional. Diferentemente de expansões greenfield de maior CAPEX e prazo, o M-SSSC captura ganhos imediatos ao otimizar ativos existentes, enquanto prepara a 2ª etapa para 2027 com realocação permanente e melhora estrutural do fluxo de potência no noroeste paulista. A coerência com o pipeline recente fica clara quando se observa a energização 22 meses antes do Bloco 1 de Piraquê, com 30% da RAP de R$ 343,1 milhões no ciclo 2025/26, que ilustra a combinação de engenharia, prazos adiantados e monetização rápida da RAP.

Estratégicamente, a iniciativa na Concessão Paulista sustenta a narrativa de compensação gradual da pressão da RBSE por novas receitas reguladas e por reforços de alta eficiência. A empresa já havia sinalizado essa direção ao detalhar sensibilidade de resultados e a importância da Concessão Paulista para a RAP consolidada, articulando guidance de CapEx e aceleração de entregas. Ao unir tecnologia FACTS, realocação modular e cronograma em duas fases (2025/26 e 2027), a ISA alinha confiabilidade do sistema, transição energética e disciplina regulatória de caixa, ampliando o denominador de covenants e protegendo a política de proventos. Esse fio condutor é consistente com os resultados do 3T25, que detalharam a estratégia de compensar a pressão da RBSE por RAP de novas licitações e a relevância da Concessão Paulista, reforçando que cada entrega técnica é um passo na consolidação de criação de valor sustentável.

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