Em 18/12/2025, o Bradesco (BBDC3, BBDC4) aprovou juros sobre capital próprio (JCP) complementares de R$ 3,9 bilhões, equivalentes a R$ 0,351190748 por ação ON e R$ 0,386309823 por PN, com data-base em 29/12/2025 (ações ex-direito a partir de 30/12) e pagamento até 31/7/2026. Os valores líquidos são de R$ 0,298512136 (ON) e R$ 0,328363349 (PN), com IR de 15% (exceto PJ dispensadas). Somando os JCP mensais, os intermediários do 1º, 2º e 3º trimestres e os complementares, o total de 2025 alcança R$ 14,499 bilhões (com pagamentos distribuídos entre 2025 e 2026).
Na prática, o complemento — cerca de 20,4 vezes um JCP mensal — fecha 2025 com um payout robusto e será computado no dividendo obrigatório do exercício. O movimento é sustentado pela virada operacional consolidada no 3T25 e JCP robustos no trimestre, quando o banco reportou lucro recorrente de R$ 6,2 bilhões, ROAE de 14,7% e capital Nível I em 13,4%, além de R$ 3,8 bilhões em JCP e da sinalização de confiança com JCP intermediário aprovado em setembro. Esse conjunto reforçou a geração de caixa e a previsibilidade, abrindo espaço para um complemento expressivo sem comprometer buffers regulatórios, apoiado em normalização do risco de crédito, maior peso de linhas com garantias e diversificação de receitas em serviços e seguros.
Ao mesmo tempo, o banco manteve o foco em previsibilidade ao divulgar, no mesmo 18/12, o calendário de JCP mensais para 2026, preservando a sistemática recorrente de pagamentos. Assim, os complementares de 2025 funcionam como ajuste anual que consolida a estratégia de remuneração iniciada com a normalização operacional de 2024–2025 e que, em 2026, tende a combinar distribuição mensal estável com eventuais complementos sujeitos à rentabilidade, capital e ambiente macro.







