Casas Bahia abriu, nesta quarta-feira (17/12/2025), o pedido de prioridade de alocação da 11ª emissão de debêntures, de até R$ 3,95 bilhões em quatro séries. O rito segue a Resolução CVM 160, com bookbuilding e possibilidade de distribuição parcial. A estrutura combina debêntures com garantia real e não conversíveis (1ª e 4ª séries, VN de R$ 1,00) e duas séries conversíveis em ações BHIA3 (2ª mandatória e 3ª facultativa, VN de R$ 3,71), com janelas e regras de prioridade. Há montantes mínimos por série e cancelamento automático caso não sejam atingidos; o pedido é irrevogável e irretratável no intervalo de 15h00–18h00 de 19/12. Este passo operacionaliza o cronograma e condições já detalhados no protocolo de registro automático da 11ª emissão.

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Além da oferta prioritária a acionistas nas séries conversíveis, a companhia permite integralização por dação em pagamento de debêntures da 10ª emissão, com razões de permutabilidade específicas por série, reforçando a engenharia de liability management. Diferentemente de ciclos anteriores, o desenho atual busca reduzir risco de refinanciamento, suavizar custo financeiro e preservar liquidez, com liquidação via B3 e prioridade ordenada também para investidores da 10ª emissão conforme a série. O movimento dá continuidade ao pacote societário que ampliou a flexibilidade para equacionar passivos e preparar eventuais equitizações, iniciado com o aumento do capital autorizado e o reperfilamento da 10ª emissão submetidos em 25/11.

No plano estratégico, a 11ª emissão serve como ponte entre alongamento de passivos (1ª e 4ª séries) e um trilho de equitização gradual (2ª e 3ª séries), com janelas e lock-ups que priorizam o alinhamento com os atuais acionistas. O pedido de prioridade aberto agora é, portanto, a execução do desenho previamente aprovado, que já indicava preço de referência para conversões, elegibilidade e o mecanismo de dação. Em outras palavras, o bookbuilding testa apetite e viabiliza a próxima fase do plano de desalavancagem rumo a 2026, conforme a aprovação da 11ª emissão e seu desenho de conversões.

Contextualmente, a oferta responde ao principal gargalo recente: o custo do dinheiro. No 3T25, apesar de avanços operacionais e geração de caixa positiva, a companhia ainda foi pressionada por resultado financeiro elevado, e iniciou um ciclo de gestão ativa do passivo que incluiu conversões da 10ª emissão, alongamento de prazos e uso de FIDCs. Ao combinar alongamento e potencial equitização, a 11ª emissão busca normalizar a estrutura de capital, melhorar a previsibilidade de liquidez e reforçar a execução comercial com disciplina de caixa, em linha com a pressão do resultado financeiro e o pacote de liability management reportados no 3T25.

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