Na Apresentação Institucional do 3T25, a Equatorial Energia reforça seu posicionamento como uma utility regulada de crescimento: LTM com lucro líquido ex‑minoritários de R$ 3,362 bilhões, receita líquida de R$ 51,3 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 12,8 bilhões, além de valor de mercado de R$ 46,3 bilhões em 30/set/2025. O histórico destaca RAB de R$ 2,9 bilhões em 2012 para R$ 34,9 bilhões em 2025 (CAGR +21%) e CAGR de EBITDA desde o IPO de 20%. Em distribuição, opera 7 concessões para 14,6 milhões de consumidores (28% do território, 13% do volume); em renováveis, portfólio 100% operacional com 1.777 MW (1.204 MW eólicos e 573 MW solares) via Echoenergia; e, em saneamento, executa a concessão plena da CSA (35 anos, metas de universalização de esgoto em 17 anos e água em 11 anos, perdas a 30% em 9 anos, CapEx estimado de R$ 3 bi) e atua como acionista de referência (15%) na SABESP, com comitês, poison pill, lock‑up de 5 anos e acordo de acionistas até 2029 (prorrogável), incluindo possibilidade de atuação conjunta em M&As. O pipeline nacional de saneamento projeta 17,6 milhões de habitantes e CapEx de R$ 49,2 bilhões em leilões a partir de 1T26/1T27 (RO, PE, GO, AL e MA). Em ESG, investiu R$ 77 milhões no E+ (195 projetos), gerou R$ 1,1 bilhão em tarifa social, elevou o score CDP Clima de D para B, mantém SGA ISO 14001 e integra o IDIVERSA B3. O material também ressalta benefícios fiscais SUDAM/SUDENE (redução de 75% no IRPJ) e WACC regulatório real pré‑impostos de 10,64% a 11,70%. Ao priorizar distribuição, renováveis e saneamento com governança reforçada na SABESP, o documento amarra a rotação de portfólio selada com a conclusão da venda da Equatorial Transmissão em 31/10/25.
Este movimento consolida a estratégia de concentrar capital em negócios de retorno regulado e previsível, alicerçando a expansão da RAB e o uso de incentivos regionais (SUDAM/SUDENE) para maximizar o spread regulatório. A companhia direciona CAPEX para automação, redução de perdas e qualidade (DEC/FEC), buscando ROIC consistente acima do WACC e maior frequência de reconhecimento de base nos contratos renovados. Em outras palavras, a apresentação traduz em metas e alocação a engrenagem que a Equatorial vem operando, detalhada nas metas de qualidade e alocação de capital divulgadas em 1/12/2025, onde se vê outperformance de EBITDA regulatório, ROIC pré‑impostos superior ao WACC e cronograma de RTPs/RTAs que sustenta caixa e qualidade entre ciclos.
Os números e prioridades desta apresentação também se apoiam na execução recente: no 3T25 houve EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões, receita operacional líquida de R$ 14,1 bilhões, oitavo trimestre de perdas consolidadas abaixo do nível regulatório, queda de DEC em todas as distribuidoras e CAPEX de R$ 3,0 bilhões. Mesmo com custo financeiro elevado, a disciplina de PMSO e a melhora de qualidade reduziram penalidades e estabilizaram o EBITDA‑tarifa, criando lastro para a agenda de saneamento e para a governança ativa na SABESP (com comitês e lock‑up alinhados ao horizonte do acordo). Em síntese, a fotografia operacional do trimestre valida a tese apresentada, como mostram os resultados do 3T25 que consolidaram a virada operacional.
No eixo de qualidade e resiliência, a apresentação ecoa casos concretos que traduzem investimento em rede e digitalização em valor regulatório. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a CEEE‑D entregou DEC contratual de 11,03 horas, abaixo do limite, apesar de eventos climáticos severos, refletindo automação crescente, reforço de manutenção e troca de ativos críticos. Essa redução de compensações e a maior estabilidade de indicadores reforçam a tese de previsibilidade entre RTAs e RTPs — premissa central do material institucional ao projetar retorno sobre uma base crescente — e ilustram como a Equatorial transforma CAPEX em qualidade mensurável, conforme o DEC contratual da CEEE‑D abaixo do limite no 3T25.







