No material de metas de qualidade e alocação de capital divulgado em 1/12/2025, a Equatorial Energia detalha um ciclo de execução que cruza eficiência e regulação: outperformance de R$ 1.899,2 mi no EBITDA regulatório 3T25 LTM (de R$ 7.971,6 mi para R$ 9.870,9 mi), ROIC pré‑impostos de 14,0% acima do WACC regulatório pré‑impostos de 12,2% e RAB de R$ 34,9 bi no modelo “return on asset”. A companhia ressalta ainda que os novos contratos de renovação podem permitir reconhecimento mais frequente da base de ativos ao longo do ciclo tarifário. Este movimento dá continuidade à agenda pós‑rotação e reforça a tese de retorno regulado inaugurada com a conclusão da venda da Equatorial Transmissão em 31/10/25, quando a holding simplificou o portfólio para concentrar capital e gestão em distribuição e renováveis.
O documento aprofunda a leitura de produtividade: a outperformance de PMSO no 3T25 LTM somou R$ 1.956 mi, com GO, PA e PI entre as maiores contribuições, e o PMSO ajustado/consumidor ficou em R$ 285,12 (vs. R$ 277,66 no 3T24 LTM), refletindo redirecionamento de opex para qualidade nas concessões em turnaround e ganhos onde a maturação já avançou. Esta disciplina de custos e a captura de eficiência conectam‑se diretamente aos resultados do 3T25 que consolidaram a virada operacional, com perdas abaixo do nível regulatório, controle de PMSO e expansão do EBITDA, base que sustenta a previsibilidade do EBITDA‑tarifa entre RTAs e RTPs mesmo num ambiente de custo de capital desafiador.
Em qualidade, o material evidencia a intencionalidade do CAPEX: R$ 511 mi em MA/PA/PI/AL e R$ 651 mi em RS/AP/GO no 3T25 LTM, além da aceleração de automação (R$ 211,6 mi em 2022, R$ 334,2 mi em 2023 e R$ 452,9 mi em 2024). A relação clientes/religador caiu de 2.834 (2021) para 1.241 (2024), com projeção de 735 até 2028, e todas as distribuidoras estão enquadradas no FEC regulatório; em DEC, MA, PA, PI, RS e AP já cumprem o limite. Esse avanço em rede e automação dialoga com o marco do DEC contratual da CEEE‑D no RS abaixo do limite no 3T25, evidenciando que o reforço de manutenção, troca de ativos críticos e digitalização reduzem penalidades, estabilizam indicadores e ancoram o retorno entre ciclos.
No eixo regulatório, a empresa explicita a Curva de Eficiência (DEA 2021–2023), os limites de compartilhamento em simulações de RTP (até 117,6% com eficiência média de 85%) e um cronograma claro de revisões: RS nov/26; AP dez/26; PA mai/27; GO out/28; PI dez/28; MA ago/29; AL mai/29. A leitura é coesa: enquanto a companhia cumpre curvas de qualidade e captura ganhos de produtividade, os RTAs funcionam como ponte de caixa (IPCA – Fator X) para suportar CAPEX e reduzir penalidades até cada RTP. É exatamente essa engrenagem que se viu no RTA do Piauí homologado em 02/12/25, com atualização da Parcela B e previsibilidade de receita, reforçando que o PMSO seguirá sendo uma alavanca de valor relevante, com espaço adicional de redução nas concessões em turnaround à medida que os investimentos maturam.







