A CEEE-D, distribuidora da Equatorial no Rio Grande do Sul, informou que, ao fim de setembro de 2025 (janela LTM do 3T25), o DEC Contratual ficou em 11,03 horas — melhor que o limite de 11,08 horas do contrato de concessão. Em termos simples, o DEC mede a duração média das interrupções vivenciadas pelos consumidores. O resultado ganha relevância pela área atendida (Porto Alegre, região metropolitana, litoral e parte do interior, cerca de 26% do RS) e pelo histórico recente de 54 eventos climáticos severos desde 2021, incluindo as enchentes de abril e maio de 2024.
Este desempenho consolida a trajetória de recuperação operacional na rede gaúcha, com foco em redução de perdas, reforço de manutenção e modernização de ativos para elevar a qualidade de fornecimento (DEC/FEC). O avanço já vinha sendo sinalizado no release operacional do 3T25, que mostrou execução coordenada nas distribuidoras e melhora de indicadores de perdas e qualidade, incluindo a CEEE-D. Em um ambiente desafiado por eventos climáticos atípicos, a manutenção do CAPEX e de planos de contingência tem sido determinante para manter a tendência de queda do DEC, mitigar penalidades e reduzir a variabilidade operacional, beneficiando consumidores e a previsibilidade de caixa regulatório.
Estruturalmente, o marco em qualidade no RS também dialoga com a rotação estratégica concluída recentemente. A conclusão da venda da Equatorial Transmissão, em 31/10/25, encerrou o capítulo de transmissão e reposicionou a holding para capturar retorno regulado em distribuição com ênfase em eficiência e qualidade (DEC/FEC). Ao concentrar capital e gestão no core regulado, a companhia reforçou a capacidade de financiar a modernização de redes, reduzir o custo de falhas e estabilizar o EBITDA‑tarifa entre ciclos. Para a CEEE-D, isso se traduz em acelerar a troca de equipamentos críticos, automatização de manobras e reforço de poda/linhas — medidas que sustentam a queda do DEC, reduzem compensações e fortalecem a resiliência diante de eventos extremos.
Em perspectiva de longo prazo, a entrega do DEC abaixo do limite contratual no 3T25 é um capítulo coerente com a apresentação de setembro, que colocou a distribuição no centro e detalhou onde a Equatorial captura outperformance — perdas, PMSO e, sobretudo, qualidade (DEC/FEC) — como vetor de valor. Desde a assunção da concessão em 2021, a CEEE-D vem avançando por fases: estabilização emergencial, normalização de indicadores e, agora, consolidação da qualidade dentro de parâmetros contratuais, apesar de estresse climático. Os próximos passos tendem a combinar manutenção do ritmo de investimentos, digitalização da operação e gestão ativa de risco climático para preservar a tendência do DEC e acelerar a convergência do FEC, ancorando a trajetória regulatória e a satisfação do consumidor gaúcho.







