BTG Pactual e Banco PAN comunicaram, em 15 de dezembro de 2025, o ajuste da relação de troca da Operação para 0,2151 Unit do BTG por cada 1 ação do PAN, refletindo a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) pelo BTG. O movimento é previsto contratualmente e dá continuidade à trajetória de unificação sob um único ticker, consolidando a estratégia já descrita nos protocolos aprovados em 18 de novembro que operacionalizaram a unificação e fixaram a relação inicial de 0,2128 Unit por ação do PAN. Ao recalibrar a relação de troca, as companhias preservam a neutralidade econômica entre as partes e indicam que novos ajustes poderão ocorrer até a data de consumação, caso haja eventos societários como desdobramentos, grupamentos ou novos proventos.
Na mecânica da Operação, a Cláusula 3.2.1 protege a equidade: a distribuição de proventos altera a base econômica no BTG e, portanto, a quantidade de Units a serem entregues por ação do PAN é ajustada para manter o equilíbrio. O gatilho foi a JCP anunciada em 15 de dezembro de 2025, com data-base em 18/12 e pagamento em 13/02/2026, que, por desenho contratual, levou ao ajuste de 0,2128 para 0,2151 Unit por ação do PAN. Assim, a relação de troca segue dinâmica, mas ancorada em regras claras e previamente comunicadas, reduzindo assimetria informacional para os acionistas de ambas as companhias.
No eixo regulatório, a visibilidade de execução aumentou após a homologação do BACEN e dos efeitos da Operação em 15 de dezembro, que aprovou, entre outros pontos, os aumentos de capital decorrentes das incorporações e encaminhou o processo à etapa final, ainda sujeito ao prazo de recesso de acionistas dissidentes. O ajuste anunciado hoje é, portanto, um refinamento natural antes do fechamento, coerente com o cronograma sinalizado e com a prática de comunicar marcos materiais à medida que as condições precedentes são satisfeitas. A documentação segue disponível nos sites da CVM, da B3 e nas páginas de RI, e novas comunicações ocorrerão conforme os próximos passos se concretizem.
Em paralelo, o BTG vem “arrumando a casa” do ponto de vista societário e contábil, reforçando disciplina de capital e previsibilidade. Exemplo disso é o aumento de capital por capitalização de reservas de R$ 46,4 bilhões aprovado em 15 de dezembro, medida estritamente contábil, sem emissão de novas ações, que alinha a estrutura patrimonial às exigências regulatórias e prepara o balanço para internalizar as sinergias do PAN. Nesse contexto, o ajuste da relação de troca decorre especificamente dos proventos distribuídos e não de mudança no número de ações, mantendo a lógica de preservação da equidade até a consumação da Operação.







