Nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, BTG Pactual (BPAC3, BPAC5, BPAC11) e Banco PAN aprovaram os protocolos da operação que unifica as bases acionárias. A estrutura ocorre em cadeia: incorporação das ações do PAN pelo Banco Sistema e, em seguida, do Banco Sistema pelo BTG. As relações aprovadas preveem 1 ação do PAN para 1 PN do Banco Sistema e, depois, 1 ação do Banco Sistema para 0,2128 Unit do BTG (cada Unit corresponde a 1 ON + 2 PNA). Com a consumação, as ações do PAN deixam de ser negociadas e a companhia pleiteará o cancelamento de registro na CVM. A relação considera prêmio de 30% sobre a PN do PAN em 13/out/2025, a DCF não foi determinante, e as AGEs foram convocadas para 9/dez/2025 (9h30, PAN; 11h, BTG). Haverá direito de recesso: PAN a R$ 6,64/ação; BTG ON e PN B a R$ 4,99/ação (PNA sem recesso; recesso das ON contidas em Units implica cancelamento das Units). O movimento dá continuidade à proposta de incorporação anunciada em 13 de outubro de 2025, que definiu a relação de 0,2128 Unit por ação do PAN e estruturou a operação em duas etapas, confirmando o cronograma inicialmente sinalizado e o tratamento das frações de Units, que serão agrupadas e vendidas na B3 com repasse proporcional.
Os protocolos trazem laudos da Ernst & Young (art. 264 da Lei das S.A.), que apuraram relações implícitas inferiores às propostas (1 PAN para 0,2027 Unit do BTG, entre outras), razão pela qual não se aplica o §3º do artigo. A transação segue sujeita ao BACEN e às deliberações das assembleias; após o encerramento dos prazos de recesso, os conselhos confirmarão a Data de Fechamento. Os custos estimados de implementação são de R$ 2,5 milhões no BTG e R$ 5 milhões no PAN. Entre os benefícios listados estão simplificação societária, acesso a capital e aceleração de sinergias operacionais e de cross-sell; as companhias não vislumbram riscos além dos usuais. Para investidores não residentes, poderá haver IRRF sobre eventual ganho de capital, condicionado ao envio da documentação de custo de aquisição até a data-base a ser comunicada.
Estratégicamente, este passo operacionaliza a consolidação sob um único ticker e prepara a internalização das sinergias do PAN no resultado do BTG — redução de redundâncias, melhor alocação de capital e potencial melhora do índice de eficiência e do ROAE. Essa trajetória já havia sido antecipada pelos números do 3T25, quando a linha de Participations evidenciou a relevância do PAN e vinculou a integração à tese de simplificação societária e ganho de eficiência. Com a aprovação regulatória e a consumação, o banco tende a acelerar o cross-sell em PMEs e pessoa física e a simplificar a comunicação com o mercado, alinhando guidance e execução em uma estrutura societária mais enxuta.







