O BTG Pactual e o Banco PAN informaram que, em 15 de dezembro de 2025, o BACEN homologou a Operação e seus efeitos, incluindo a aprovação dos aumentos de capital do Banco Sistema e do BTG decorrentes das incorporações de ações (PAN e Banco Sistema) e as alterações estatutárias correlatas. Com isso, o processo regulatório central avança para a etapa final, ainda condicionado ao término do prazo de exercício de direito de recesso por acionistas dissidentes. Trata-se da operação em cadeia que unifica as bases acionárias do PAN sob o BTG e retira as ações do PAN de negociação, nos termos dos protocolos aprovados em 18 de novembro que operacionalizam a unificação e definiram relações de troca e direitos de recesso.
Na perspectiva estratégica, a homologação do BACEN consolida a jornada de simplificação societária e de preparação do balanço para internalizar sinergias do PAN: redução de redundâncias, melhor alocação de capital e potencial ganho no índice de eficiência e no ROAE. O passo de hoje também conversa com a arrumação societária e regulatória que o BTG vem promovendo ao longo do 4º tri, ao alinhar capital social, reservas e estatuto às melhores práticas e às exigências prudenciais, sem alterar a base econômica dos acionistas nem a capacidade de crescimento orgânico e inorgânico. Esse arranjo foi reforçado pelo aumento de capital por capitalização de reservas de R$ 46,4 bilhões aprovado em 15 de dezembro, medida estritamente contábil que “limpa” a estrutura e dá previsibilidade à destinação futura de resultados; ao final da Operação, a companhia tende a acelerar o cross-sell para PMEs e pessoa física, capturando eficiências sob um único ticker.
Em paralelo, o cronograma ilustra a capacidade do BTG de conduzir múltiplas frentes regulatórias com governança e previsibilidade. Enquanto finaliza a integração societária doméstica do PAN, o banco avança na expansão internacional com foco em ativos adjacentes ao core e risco de execução mitigado, diversificando receitas por geografia e moeda e ampliando o atendimento a clientes com operações multilocais. Essa disciplina de M&A e de comunicação — anunciar etapas materiais com condições precedentes claras e reduzir assimetria informacional à medida que o risco cai — ficou evidente na aprovação regulatória para concluir a aquisição do M.Y. Safra Bank nos Estados Unidos, reforçando a tese de escala com disciplina e a coerência entre alocação de capital e crescimento. Com a homologação do BACEN e o recesso como condição remanescente, o enredo converge para o fechamento e a consequente internalização integral das sinergias no perímetro do BTG.







