A Metalúrgica Gerdau aprovou aumento de capital de R$ 2,749 bilhões por capitalização de reservas, com bonificação de 0,3333 nova ação para cada 1 ação da mesma espécie (equivalente a 1 para 3). O capital social passa a R$ 10,997 bilhões. Serão emitidas 331,2 milhões de ações (121,7 milhões ON e 209,5 milhões PN), todas escriturais e sem valor nominal. A data de corte é 18/12/2025, e o crédito está previsto para 22/12/2025. As frações poderão ser negociadas entre 24/12/2025 e 24/01/2026 e, após esse período, serão leiloadas na B3, com rateio proporcional. A companhia atribuiu custo fiscal de R$ 8,30 às ações bonificadas, o que facilita o cálculo de ganho de capital. Trata-se de ajuste patrimonial que reequilibra reservas de lucros e capital social, sem aporte de caixa, sem diluição econômica e sem alteração de controle.

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Estratégicamente, a medida preserva liquidez para operações e investimentos, ao mesmo tempo em que mantém a previsibilidade de remuneração. Como as ações bonificadas farão jus a proventos declarados a partir de 18/12, o movimento dialoga com a constância de retorno já demonstrada na antecipação do dividendo mínimo obrigatório de 2025. Com o número maior de ações, o valor total a distribuir segue a política de payout, enquanto o montante por ação tende a se ajustar à nova base, sem destruir valor. Para o investidor, o custo fiscal atribuído simplifica a apuração tributária; e a janela de negociação de frações reduz fricções operacionais ao concentrar liquidez em lotes inteiros.

Operacional e financeiramente, o reforço do capital por bonificação é viabilizado por uma base de resultados e caixa que vem sustentando reservas. Este resultado consolida a disciplina e a resiliência evidenciadas no resultado do 3T25, com robustez na América do Norte e resgate antecipado do Bond 2030, combinação que manteve alavancagem controlada e gestão prudente do passivo. Ao lado de um CAPEX mais seletivo e focado em competitividade, a companhia mantém flexibilidade para remunerar acionistas por dividendos e JCP, enquanto reequilibra o patrimônio líquido conforme os limites legais. A bonificação também tende a ampliar a liquidez pelo aumento do número de papéis em circulação, sem alterar as participações relativas dos acionistas.

Do ponto de vista de mercado, a coerência entre geração de caixa, prudência na alocação e previsibilidade de proventos tem atraído investidores institucionais de longo prazo. Em novembro, a base acionária se consolidou com o movimento da BlackRock, que passou a deter cerca de 5,0% das PNs em novembro, em caráter estritamente de investimento. A bonificação atual reforça essa narrativa de governança estável e disciplina de capital: ajustes patrimoniais sem consumo de caixa, retorno recorrente e execução operacional consistente, elementos que sustentam a tese de resiliência da Metalúrgica Gerdau no ciclo atual.

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